sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 está a chegar ao fim - um Balanço e um Best Off

O final do ano é sempre um momento de reflexão, de olhar retrospectivamente e ver o que foi feito, de comparar com os objectivos, planos ou determinações assumidos no início do ano e de fazer o balanço.

Gosto de "Anos Novos", tal como sempre gostei de cadernos novos, caixas de lápis de cor a estrear... daquele momento em que ainda podemos imaginar tudo o que podemos fazer com tantas folhas e tantas cores...

E, 2011, foi definitivamente para mim um ano "muito novo" e de muita mudança! E com a mudança vem a necessidade de adaptação, as alegrias e as dores de nos ajustarmos a novas realidades, mas também o esforço de moldar esses novos cenários aquilo que somos, pela história que trazemos.

Um novo país, uma nova cultura, um diferente estilo de vida... Tudo encarei com determinação, valorizando o que ganhei, lidando com o que perdi. Não digo que não tive os meus momentos baixos, mas o balanço desta mudança é positivo!




Esta mudança deu-me também a oportunidade de avançar com um projecto que já andava na minha ideia há algum tempo, mas que a falta de tempo não me tinha permitido concretizar. Foi já aqui, no Brasil, que nasceu o Cravo e Canela. E, pelo que tenho aprendido, por todos vós que acompanham o blog e me deixam os vossos comentários e palavras de estímulo, esta foi uma das minhas realizações de 2011.

Por isso, porque este Cravo e Canela não é feito só por mim, mas por todos os que desse lado contribuem para que esta Cozinha continue a funcionar, a fechar este ano deixo-vos as doze receitas que mais vos agradaram, em jeito de Best of 2011!

E os eleitos são....














Aproveitemos os últimos minutos de 2011, de preferência com coisas boas sobre a mesa e em boa companhia, porque amanhã começa um novo ano com muito espaço para criar, amar, saborear e partilhar!

Feliz 2012




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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bolo de Maçãs e Nozes

Gosto muito de bolo de nozes, principalmente quando, ao fim de alguns dias, o sabor da noz já se intensificou e se espalhou por todo o bolo. Já tinha feito um Bolo de Noz e Cenoura  que se revelou tão delicioso que resolvi replicar a fórmula mas, desta feita, com maçã. O resultado foi igualmente positivo!




Para além de trocar a cenoura pela maçã, utilizei raspa de laranja em vez de limão e um pouco de gengibre ralado para dar aquele travo picante.











Ingredientes:
3 ovos grandes
175 g de açúcar demerara (ou amarelo ou mascavado)
100 ml de óleo vegetal
50 ml de leite
raspa de uma  laranja 
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
150 g de mação ralada (1 maçã)
75 g de nozes partidas em pedaços pequenos
175 g de farinha com fermento

Bater os ovos com o açúcar, até obter uma mistura bem homogénea. Juntar o óleo e continuar a bater e, em seguida, o leite, batendo novamente. Adicionar a raspa da laranja, o gengibre e a canela. Juntar a maçã e as nozes. Envolver a farinha, de modo a que a massa fiquem bem homogénea, mas sem bater. Levar a cozer numa forma untada e polvilhada de farinha.





A combinação do gengibre, com a canela e a raspa da laranja, dá-lhe um aroma que combina com a época em que nos encontramos e o seu sabor vai amadurecendo com o tempo. Receio, contudo, que não chegue ao próximo ano, não sendo assim possível determinar quando poderia melhorar!!!




Espero que gostem!
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ravioli de Salmão e Tomate Seco

Na minha tentativa de aprender a fazer massas frescas recheadas de que já vos falei quando fiz os Tortellini de Ricotta e Espinafres, experimentei, desta vez, a fazer uns Ravioli com recheio de salmão e tomate seco, utilizando uma nova receita de massa que fui buscar ao livro Na Cozinha com Jamie Oliver




Neste livro, Jamie apresenta duas receitas de massa fresca, e a que eu fiz é, na verdade, uma mistura das duas.

Ingredientes:
6 ovos médios (a receita indica 5 ovos grandes)
150 g de farinha
350 g de sêmolina (se não tiver, utilizar só farinha comum)

Um lombo de salmão
100 g de tomate seco em azeite
1 cebola pequena
1 alho francês (poró)
1 ramo de manjericão
Raspa de 1 limão
50 g de mozzarella ralado
Azeite, sal e pimenta qb


Misturar a sêmolina com a farinha, fazer uma cavidade no centro e juntar os ovos. Amassar bem durante alguns minutos, até obter uma massa sedosa e elástica. No meu caso tive de juntar um pouco de água. Quando a massa estiver pronta, enrolar em papel celofane e deixar repousar no frigorífico (geladeira) durante uma hora.

Cozer o salmão a vapor, apenas temperado de sal. Fazer um refogado com a cebola e o alho  francês (alho poró)  picados muito finamente, até a cebola ficar translúcida. Juntar o salmão em lascas e o tomate seco cortado em pedaços pequenos. Temperar de pimenta, moída na altura, e de raspa de limão. Juntar, por fim o manjericão picado grosseiramente.

Estender a massa o mais fina possível (1mm), cortar rectângulos com cerca de 7 cm de largo e colocar pequenas porções de recheio com cerca 5 cm de distância entre si. Guarnecer cada porção com um pouco de mozzarella ralado, pincelar com água aquele que vai ser o contorno de cada ravioli e cobrir com outro rectângulo de massa, unindo bem e fazendo com que não fiquem bolsas de ar. Cortar os ravioli em quadrados de mais ou menos 7x7 cm. Levar uma panela de água temperada de sal ao lume e, quando esta estiver a ferver colocar lá dentro parte dos ravioli. Deixar cozinhar durante cerca de 4 minutos.




Servir acompanhados de molho de tomate caseiro, bem quente, e de queijo ralado. Esta receita de massa pareceu-me melhor que a anterior, mas vou continuar a trabalhar nestas massas, sendo a minha grande ambição arranjar um estendedor de massa que permita fazer uma massa fresca ainda mais fina.


Adoro massas!

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Uma Receita de Nógado e um História de Infância

Para aqueles que não conhecem, o Nógado é um doce Alentejano, em que o mel é o ingrediente principal e em que os frutos secos do nougat são substituídos por pequenos "biscoitos", tudo servido sobre uma folha de laranjeira!




E as minhas mais longínquas lembranças desta iguaria, têm muito a ver com o cheiro verde e cítrico da folha, a textura crocante do biscoito e o doce do mel caramelizado a pegar-se na boca...

Mas existe uma memória que é mais uma história, pois dela só me lembro do que me é contado, que me vem sempre à cabeça cada vez que vejo um destes doces. Pelo caricato e pela ternura e saudade que me inspiram as pessoas nela envolvidas!

Teria eu três ou quatro anos quando aconteceu. Estávamos de visita a casa de uma tia de quem me lembro de fazer muitas vezes (e bem!) nógado. Eu brincava com a minha prima, da mesma idade, a minha tia tinha acabado de fazer duas travessas cheias de nógado que deixou na sala de jantar a arrefecer. Embrenhadas na conversa, a determinada altura, a minha mãe e a minha tia dão por falta de nós. Sabem aquele momento em que os adultos se dão conta que as crianças estão há muito tempo sem fazer barulho? Procuraram-nos pela casa e foram encontrar-nos no último lugar onde podiam supor que poderíamos estar. Sentadas no chão da sala de jantar, travessas vazias, rodeadas de folhas de laranjeira e besuntadas de mel até às orelhas...




Contrariamente a todos os receios, não ficámos doentes nem enjoámos os nógados. O post de hoje é dedicado à minha tia, que lembro sempre com enorme saudade, e à minha prima Augusta com a qual esta foi apenas a primeira de várias aventuras gastronómicas.

Ingredientes:
3 ovos
3 colheres de azeite
Farinha qb
250 g de mel
folhas de laranjeira qb

Misturar os ovos com o azeite e ir acrescentando farinha e amassando até tender. Formar rolinhos de massa que se cortam com cerca de 1 cm de comprimento e se levam a cozer no forno sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal. Deixar cozer ligeiramente, sem que fiquem dourados. Levar o mel ao lume a ferver num tacho e "fritar" os biscoitinhos no mel até ficarem dourados, do mel caramelizado. Retirar os nógados e colocar pequenas porções em cada folha de laranjeira. Deixar arrefecer em local protegido das crianças e está pronto a comer.




A combinação do sabor do mel caramelizado com o aroma da folha de laranjeira, evoca o Natal e é uma combinação deliciosa.

Espero que gostem!
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Trigo já fez Oito Meses

O Trigo está já muito crescido e é um membro da família de pleno direito!

Apesar de tudo, ainda se tem de lhe mostrar quem manda e a coleira e a trela são, muitas vezes, a melhor forma de o lembrar! É um adolescente...




Mas quando vai à rua passear, porta-se lindamente e ganha festas e elogios de todos quantos passam por nós.

Está quase (quase...) a ser um daqueles cachorros que passeiam direitinhos ao lado do dono sem olhar para nada. Mas eu não o posso censurar de ser curioso e de querer ir meter o nariz em todas as moitas e portões!
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Risotto de Espargos Verdes

Uma das receitas que tenho vindo a trabalhar este ano tem sido a de risotto e acho que já lhe vou apanhando o jeito!

Reconhecer aquele momento em que, apesar de o arroz ainda não estar completamente cozido, já não devo acrescentar mais caldo, ou o ponto em que temos a quantidade de líquido necessária e suficiente para juntar a manteiga e o parmesão...




Hoje trago um dos meus favoritos, o Risotto de Espargos Verdes. É muito simples de confeccionar, e não requere que se tenha um caldo de frango ou legumes feito para o preparar, uma vez que utilizamos a própria água da cozedura dos espargos.




Ingredientes:
1 molho de espargos verdes
2 chávenas (xícaras) de arroz arbóreo
1 cebola pequena 
2 dentes de alho
2 colheres de manteiga
100 g de parmesão ralado (de preferência, no momento)
Azeite, sal e pimenta qb.

Cortar a parte final das hastes dos espargos, lavar e levar a cozer em água a ferver temperada de sal. Os espargos devem ficar apenas 2 ou 3 minutos na água, de forma a que não fiquem demasiado cozidos e moles. Retirar, escorrendo bem e reservar. Cortar as extremidades superiores e colocar de parte. Cortar os pés em três pedaços cada. Num tacho, colocar o azeite e a cebola picada muito finamente, assim como os dentes de alho, pelados e esmagados. Refogar em lume brando, até a cebola ficar translúcida. Acrescentar o arroz e deixar fritar um pouco, com o cuidado de não queimar. Começar a acrescentar a água de cozer os espargos, uma concha (de sopa) de cada vez, deixando quase secar entre o caldo adicionado. Na penúltima vez que acrescente caldo, juntar os pés de espargo cortados e, na última, juntar os bicos dos espargos e temperar com um pouco de pimenta moída na altura. Deixar reduzir o caldo até ter um pouco de líquido cremoso e, nessa altura, juntar a manteiga e, em seguida, o parmesão ralado, envolvendo cuidadosamente. Servir imediatamente.



Cremoso e com um sabor delicado, é indicado para acompanhar uma carne grelhada ou assada.

Bom apetite!
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bolachas de Gengibre, Canela e Laranja

O dia de Natal aproxima-se a passos largos, mas os 30º e sol forte lá foram teimam em convencer-me que ainda está bem longe!

Ou talvez seja eu que, por ter tantos daqueles que mais gosto tão longe, insisto em negar que esta época, que é de aconchego junto da família e dos amigos, esteja a um dia de distância. 

Mas tenho trabalhado arduamente para deixar o espírito natalício chegar! Ouço músicas de Natal, faço bolachas e até um bolo rainha, enfeites para decorar a árvore... 





As últimas bolachinhas encheram a cozinha com os aromas da época: o gengibre, a canela e a casca de laranja! A forma de pinheirinhos para que não haja dúvidas. São mesmo bolachas de Natal!

A receita vem do 1001 Cupcakes, Cookies & other tempting treats, que segui com excepção da quantidade de farinha.

Ingredientes:
200 g de farinha com fermento
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de gengibre moído
90 g de manteiga
85 g de açúcar demerara (amarelo)
Raspa da casca de uma laranja
1 ovo batido

Misturar a farinha com o fermento (de acordo com as dosagens referidas pelo fabricante), a canela e o gengibre (fiz com gengibre em pó, mas se tiver fresco, o sabor ainda é melhor). Juntar os cubos de manteiga e esfarelar até ficar com a consistência de migalhas de pão. Acrescentar, então, o açúcar, a raspa de laranja e o ovo ligeiramente batido. Amassar bem. Deixar cerca de uma hora no frigorífico coberto com película. Estender a massa, com cerca de 3mm e cortar com a forma pretendida. Colocar num tabuleiro, sobre papel vegetal. Levar a cozer em forno a 180º, na prateleira intermédia, até ficarem douradas. Deixar arrefecer por 2 a 3 minutos no tabuleiro e, depois, transferir para uma grade até arrefecerem completamente. Podem ser decoradas com icing sugar (como na receita original) ou ser servidas simples.




O picante do gengibre e a frescura da canela e da laranja, deixam estas bolachas bem condimentadas e com um aroma bem festivo.




Bom apetite!
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