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terça-feira, 18 de março de 2014

Peposo







Reza a história que este guisado de carne, bem apimentado, foi criado pelos forneiros que, em Florença, coziam as telhas para a famosa cúpula projectada por Brunelleschi. Em potes de barro, os trabalhadores juntavam nacos de carne, sal, grãos de pimenta e vinho tinto, deixando tudo cozer lentamente num canto da fornalha até que chegava a hora da merenda.





A história deste prato está assim intimamente ligada à história do Duomo e foi num restaurante perto da Catedral de Florença que provei pela primeira vez o Peposo. De sabor rico, com a carne a desfazer-se pela cozedura lenta, não é demasiado picante e pode ser uma alternativa deliciosa aos assados de domingo.




Ingredientes:
1 kg de carne de boa qualidade, limpa de gordura e sem nervos (usei lombo / fillet mignon)
1 cabeça de alhos
1 ramo de alecrim
1 mão cheia de grão de pimenta preta
1 l de vinho tinto (chianti é o vinho normalmente usado na Toscana)
Azeite qb (eu juntei um pouquinho porque a carne era bastante magra)

Com antecedência cortar a carne em cubos grandes, temperar de sal e colocar com os dentes de alho (não tirei a pele), os grãos de pimenta, o alecrim e o vinho. O ideal é usar uma panela de barro. Como não tinha fiz numa panela de vidro refractário (pirex) com tampa. Depois de marinar umas horas, juntar um pouco de azeite, tapar e levar ao forno, aquecido a cerca de 160ºC e deixar cozinhar durante 3 ou quatro horas. Quem tiver um forno de lenha, deve ser o ideal.


O molho fica apurado, a carne tenra e o aroma é inebriante. Acompanhado de fetuccine e dum belo chianti vai transformar a refeição num verdadeiro sucesso.



(English)

Peposo


The story goes that this beef stew with peppercorns, was created by the furnace workers that, in Florence, baked the tiles to the famous dome designed by Brunelleschi. In clay pots, the workers gathered chunks of meat, salt, peppercorns and red wine, letting it all cook slowly in a corner of the furnace until it was time for lunch .

The history of this dish is, therefore, intimately linked to the history of the Duomo and was in a restaurant near the Cathedral of Florence that I first tasted the Peposo. Rich flavor, with the meat falling apart by the slow cooking is not too spicy and can be a delicious alternative to Sunday roasts .

Ingredients:
1 kg of good quality meat , cleaned of fat and without nerves (I used sirloin)
1 head of garlic
1 sprig of rosemary
1 handful of black peppercorns
1 liter of red wine ( chianti wine is the traditional choice in Tuscany )
Olive oil to taste ( I put a little bit because the meat was quite lean )

In advance cut the meat into large cubes and season with salt and add the garlic cloves ( I did not take the skin), the  peppercorns, the rosemary and the wine. Ideally, use a crock pot. I used a pot of refractory glass ( Pyrex ) with lid. After a few hours of marinating, add a little olive oil, cover de pot and place in the oven, heated to about 160 ° C and let cook for three or four hours. If you have a wood-burning oven, should be ideal.

The sauce is tasty, the meat tender and the aroma is intoxicating. Accompanied by fetuccine and with a nice chianti will transform the meal a real success.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Frango Stroganoff


Não creio que a poderosa família Stroganoff tenha algumas vez comido frango cozinhado desta forma, mas a inspiração da receita original aplicada às aves é comum e, na minha opinião, não menos saborosa que a versão com carne de vaca.

Esta receita, com ligeiras alterações, segue a que é proposta pelo Jamie Oliver e resultou tão bem que não quis deixar de partilhar convosco. 






Ingredientes:
2 peitos de frango cortados em tiras
1 cebola média, finamente picada
2 dentes de alho finamente picados
200 g de cogumelos fatiados
200 ml de caldo de galinha
250 ml de natas
2 colheres de chá de paprica picante
Azeite, sal e pimenta qb.

Fritar as tiras de frango em azeite até ficarem douradas. Retirar e reservar. Na frigideira previamente utilizada, adicionar a cebola picada e os alhos, deixando refogar até a cebola ficar transparente. Juntar os cogumelos e deixar cozinhar durante cerca de dois minutos. Juntar o caldo de galinha que deve estar quente. Deixar cozinhar e reduzir para metade. Baixar o lume, acrescentar o frango e as natas e mexer. Rectificar o tempero de sal e acrescentar uma colher de paprika e um pouco de pimenta. Deixar ferver até engrossar o molho. Servir com arroz e decorar com o resto da paprika.


(English)


I do not believe that the powerful Stroganoff family has ever eaten some chicken cooked this way, but the inspiration of the original recipe applied to chicken is common and, in my opinion, no less tasty than the version with beef.

This recipe, with slight changes, follows the one proposed by Jamie Oliver and resulted so well that I could not fail to share it with you.

Ingredients:
2 chicken breasts cut into strips
1 medium onion, finely chopped
2 cloves of garlic, finely chopped
200 g of sliced ​​mushrooms
200 ml of chicken stock
250 ml of fresh cream
2 teaspoons paprika spice
Olive oil, salt and pepper.

Fry the chicken strips in olive oil until golden. Remove and reserve. In the previously used skillet, add the chopped onion and garlic, letting it cook until the onion is transparent. Add the mushrooms and simmer for about two minutes. Add the chicken broth, that  should be hot. Simmer and reduce by half. Lower the heat, add chicken and cream and stir. Rectify the seasoning with salt and add a tablespoon of paprika and a little ground pepper. Boil until sauce thickens. Serve with rice and decorate with paprika.


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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Frango com Molho de Hortelã, Cuscuz e Saladinha Caprese






Neste último mês antes das férias, propus-me a terminar restos de alimentos que tenho na despensa e no frigorífico. E que melhor fim podiam ter tido estes cuscuz do que na companhia dum peito de frango grelhado com molho de hortelã, que também serviu para os temperar, e de uma salada caprese feita de miniaturas (tomatinhos cereja e gotas de mozzarella de búfala)?






Ingredientes:
4 peitos de frango cortados em filetes
1 embalagem de cuscuz
1 embalagem de tomate cereja
1 embalagem de queijos mozzarella de búfala pequenos (gotas)
1 ramo de hortelã
1 raminho de manjericão
Sal, azeite, vinagre balsâmico qb.

Preparar os cuscuz de acordo com as indicações da embalagem. Em geral, cubro uma medida de cuscuz com a mesma medida de água fervente temperada de sal. Mexo com um garfo e aguardo cerca de 5 minutos, volto a mexer para soltar os grãos e está pronto. Preparar a salada, cortando os tomates cereja ao meio e as gotas de mozzarella em três rodelas. Juntar as folhas de manjericão e temperar de sal, azeite e vinagre balsâmico. Temperar os bifes de frango com sal e levar a grelhar na chapa ou grelhador. Enquanto o frango está a grelhar, preparar o molho de hortelã. Juntar as folhas de hortelã, sal a gosto e cerca de meia chávena de azeite. Triturar com a varinha mágica ou no liquidificador. Levar este molho a aquecer. Quando o frango estiver grelhado, regar com um pouco do molho de hortelã que também serve para temperar os cuscuz.


Cada vez me sabem melhor as refeições leves, sem muitos artifícios, mas com riqueza de sabor e variedade de ingredientes. E este almoço foi um destes casos em que algo tão simples e fácil de preparar nos deixou bem satisfeitos.

Bom apetite!
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Lombinhos de Leitão com Chimichurri


O chimichurri é um molho à base de salsa, alho, cebola, tomilho, orégano, pimenta vermelha moida, pimentão, louro, pimenta do reino negra, mostarda em pó, aipo, vinagre, limão  e azeite  para preparar churrasco ou acompanhar outras comidas.

O molho é tradicional da Argentina e do Uruguai, sendo usado principalmente para fazer churrascos. Pode ser usado tanto para deixar a carne de molho antes de fazer o churrasco (marinada), como para molhar a carne enquanto está sendo assada, ou mesmo para temperar depois de pronta.

Para preparar estes lombinhos de leitão grelhados usei o preparado de ervas e especiarias desidratado, a que juntei azeite, vinagre e sumo de lima. Este molho temperou a carne doce do leitão tanto na marinada como enquanto os lombinhos eram grelhados.




Ingredientes:
4 lombinhos de leitão
Sal qb.
2 colheres de sopa de  chimichurri desidratado
2 colheres de azeite
1 colher de vinagre de cidra
2 colheres de sumo de lima

Temperar os lombinhos com sal. Misturar bem os restantes ingredientes para formar o molho chimichurri. Com dois terços do molho, temperar bem a carne e colocá-la num recipiente tapado ou num saco de plástico. Guardar no frigorífico (geladeira) e deixar marinar por cerca e duas horas. Levar a grelhar (desta vez usei a chapa) e ir pincelando a carne com o resto do molho à medida que esta vai secando. Uma vez a carne bem cozinhada, terminar com o resto do molho antes de servir.






Acompanhados com uma bela salada, estes lombinhos são uma refeição deliciosa, com a sua carne tenra e bem temperada.

Bom apetite!
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quinta-feira, 7 de março de 2013

Linguine de Quinoa com Legumes e Frango


Como muitos já sabem, adoro massas e, sempre que encontro alguma novidade tenho de experimentar. Estes Linguine com Quinoa (do Antico Pastificio Toscano Morelli) foram encontrados numa manhã de compras em São Paulo e mostraram estar à altura da expectativa criada.

A Quinoa é uma planta, cultivada há mais de 5000 anos nos planaltos pedregosos dos Andes, que produz pequenos grãos ricos em fibras, minerais (fósforo, magnésio, ferro e zinco) e em proteínas vegetais. Nos últimos anos tem vindo a ser introduzida na culinária ocidental e já começa a ser fácil encontrá-la nos supermercados em grão e farinha, ou já transformada em produtos como pão, bolachas e massas.

Estes linguine de quinoa foram acompanhados de legumes (lembram-se do Ratatouille?) e frango, numa refeição bem rápida e deliciosa.





Ingredientes:
4 peitos de frango
1/2 cebola picada finamente
2 dentes de alho picados finamente
1/2 receita de Ratatouille
1 embalagem de linguine
Molho de tomate caseiro
Manjericão
Azeite, sal e pimenta qb.

Cortar os peitos de frango em pedaços. Numa frigideira alourar a cebola e o alho picado num pouco de azeite. Dourar o frango nesta gordura e temperar de sal e pimenta, moída na altura. Juntar os legumes em ratatouille, baixar o lume e tapar, deixando estufar um pouco. Entretanto, cozeram-se os linguine em água abundante temperada de sal. Escorrer e juntar ao frango com legumes. Se achar que está seco, juntar um pouco de molho de tomate caseiro.Quando estiver apurado, servir com folhas de manjericão e, se gostar, com queijo parmesão ralado.


Resta agora experimentar a fazer massa caseira com quinoa e ver como sai! Se o resultado for positivo irá aparecer por aqui. Se conseguirem encontrar à venda, não deixem de experimentar, o sabor é suave e a massa é leve e facilmente digerida. Com os saborosos legumes e com o frango ficou uma refeição apetitosa.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lombinho de Porco com Mel



Do fundo do baú chegam estas fotos de um delicioso lombinho de porco com mel. Simples e rápido de fazer, sai da monotonia pelo inesperado sabor doce do mel que combina de forma harmoniosa com a carne de porco.




Ingredientes:
2 lombinhos de porco (filé mignon suíno)
4 dentes de alho picados
6 colheres de sopa de mel
Azeite, sal e pimenta qb.

Fatiar os lombinhos, cortando os bifes ligeiramente na diagonal. Numa frigideira, aquecer o azeite e alourar ligeiramente o alho. Juntar a carne e dourar de um lado e doutro. temperar de sal e pimenta, moída na altura. Regar com o mel, baixar o lume para o mínimo, tapar a frigideira e deixar cozer mais um pouco a carne, tendo o cuidado de não deixar queimar o mel.



Pode acompanhar estes deliciosos bifinhos dourados com um simples arroz branco, com uma salada ou com puré de maçã.

Bom apetite!
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Saltimbocca alla Romana



O que fazem umas finas fatias de picanha bem tenra, um ramo de sálvia e uma embalagem de presunto no frigorífico? Esperam a sua vez para se tornarem os actores principais dum prato de Saltimbocca alla Romana!





A Saltimbocca é um delicioso prato de carne italiano que se popularizou em vários países. Os escalopes de vitela finíssimos nem precisam de sal, pois o sabor intenso do presunto (de Parma) é o suficiente para temperá-los. No final, faz-se um molho com a gordura de fritar a carne e vinho Marsala para dar um toque especial. Saboroso assim só pode "saltar para a boca" assim que nos aparece no prato!






Ingredientes:
8 escalopes de vitela (ou 4 grandes)
8 fatias de presunto (de Parma)
1 ramo de sálvia
1 cálice de Marsala (usei vinho do Porto)
Azeite, sal, farinha e pimenta qb.

Espalmar bem os escalopes, colocando-os entre duas folhas de película aderente e comprimindo, com o rolo da massa, até ficarem com cerca de 5 mm de espessura. Num prato, misturar farinha de trigo e pimenta acabada de moer. Passar os escalopes pela farinha condimentada. Sobre cada escalope colocar uma fatia bem fina de presunto e uma folha de sálvia, prendendo com um palito de madeira. Aquecer o azeite numa frigideira e fritar os escalopes de ambos os lados. Retirar e reservar. Com a gordura bem quente, acrescentar o vinho, de forma a desagarrar bem o sabor da carne e todos os seus sucos e deixar reduzir um pouco, ficando com um molho brilhante e aromático com que irá regar os escalopes.


Um dos acompanhamentos tradicionais da Saltimbocca é a Polenta. No meu caso servi com risotto de espargos verdes e gostámos imenso desta combinação que nos transportou de novo a Roma.

Bom apetite!
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Empadas de Cordeiro à Antiga


No passado dia 30 de Dezembro celebrou-se um ano de vida do blog Tentações Sobre a Mesa e a Lenita não quis deixar de partilhar com os seus amigos e seguidores este momento tão feliz. E foi assim que nos propôs um passatempo de aniversário sob o lema das tentações do vinho - Vinho Meu, minha Tentação.

Como não queria deixar de homenagear o Tentações Sobre a Mesa e, sobretudo, a Lenita que, com o seu trabalho inspirador nos deixa a todos tentados a correr para a cozinha, preparei umas empadas de cordeiro à antiga, em que a carne e os vegetais estufam em vinho tinto até ficarem muito macios e plenos de sabor. Tudo isto envolto por uma massa que se desfaz na boca... uma verdadeira tentação!


Desde a sua versão medieval, servida à mesa de reis, as empadas de maiores dimensões do que hoje se usam em Portugal e no Brasil tinham recheios de caça, criação ou carne de matadouro. Esta iguaria chegou ao Brasil com a corte de D. João VI e passados séculos é sobretudo conhecida no seu formato individual e com uma massa que difere da geralmente utilizada em Portugal por se desmanchar e derreter na boca, enquanto se mistura com o recheio suculento e saboroso.

É essa massa, conhecida como massa podre, e não a tipicamente utilizada em Portugal que apresento hoje. Com um recheio que mistura carne e vegetais, temperos e especiarias, lentamente cozidos em vinho tinto, e que nos trazem um travo de tempos mais antigos e distantes.





Ingredientes (para cerca de 16 empadas):
(Massa)
400 g de farinha de trigo
1,5 colheres de chá de sal
220 g de manteiga bem fria
2 gemas
2 colheres de sopa de água gelada
1 gema de ovo para pincelar

(Recheio)
500 g de carne de cordeiro (perna ou pá)
2 cebolas
2 dentes de alho
1 cenoura
1 talo de aipo (salsão)
100 g de cogumelos
1 raminho de tomilho
2 chávenas de vinho tinto
Azeitonas verdes, com ou sem caroço
Azeite, sal e pimenta qb.

Preparar previamente a massa, misturando a farinha com o sal numa tigela. Partir a manteiga em pequenos cubos e adicioná-la à farinha. Com a ponta dos dedos, esfarelar a manteiga, misturando-a com a farinha, formando flocos. Bater as gemas com a água bem fria e juntar à mistura de farinha e manteiga. Envolver bem, formando uma bola. Não deve ser amassada. Envolver a massa em papel aderente e reservar no frigorífico (geladeira).

Entretanto, preparar o recheio. Partir a carne em cubos, passar por farinha e levar a dourar em azeite e reservar. No meu caso usei carne que tinha sobrado de um assado, pelo que esta receita também serve para aproveitamento de sobras. Nessa situação salta-se esta etapa. Num tacho levar a cebola picada, o alho cortado ao meio e o aipo (salsão) cortado em cubos a refogar com o azeite. No caso de ter alourado a carne, utilizar essa gordura, podendo acrescentar mais um pouco. Quando a cebola começar a ficar transparente, juntar a cenoura ralada (grada) e os cogumelos cortados em cubos. Deixar estufar durante alguns minutos. Adicionar o vinho, temperar de sal e pimenta e deixar reduzir um pouco. Adicionar a carne partida em pedaços relativamente pequenos e os ramos de tomilho e deixar estufar tudo até ficar bem macio. Se for necessário, acrescentar um pouco de água quente. Quando estiver ao ponto, deixar reduzir o molho até que a carne fique húmida mas não caldosa. Deixar arrefecer.

Tirar a massa do frigoríco e estender com o rolo da massa sobre uma superfície enfarinhada. Untar as formas de empada e dispor num tabuleiro. Com a massa estendida até ficar com cerca de 4 mm de espessura, cortar círculos com a ajuda de uma das formas. Estes círculos irão forrar a parte interior das formas e, uma vez centrados com o fundo, devem ser esticados com a ajuda dos dedos até cobrirem toda a parede lateral, deixando uma sobra sobre o rebordo, onde irá colar a tampa. Encher a forminha até meio, colocar uma azeitona verde e encher o resto da forma com o recheio. Com os dedos molhados em água, humedecer o rebordo de massa e cobrir com um círculo de massa, também cortado com uma forma, mas desta vez com a massa esticada até 2mm de espessura (também a orla do círculo deve ser humedecida para colar bem). Com os dedos pressionar as duas extremidades da massa, ajeitando para ficar com um acabamento bonito. Se quiser decorar as empadas, pode recortar um pouco de massa em forma de folha, flor ou de uma singela bolinha, humedecer a tampa e a decoração e colar. Uma vez prontas, as tampas das empadas devem ser pinceladas com ovo batido e levadas a cozer em forno aquecido a 180ºC. Retiram-se quando estiverem douradas e deixam-se arrefecer um pouco antes de retirar da forma.





São deliciosas acompanhadas de uma salada variada e dum belo copo de vinho tinto que harmoniza perfeitamente com os sabores do recheio.


 Bom apetite e, por favor, deixem-se tentar!

A receita da massa foi retirada da edição nº 230 da revista Gula e o recheio foi inspirado, com adaptações de uma das sugestões apresentadas no mesmo número.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Borrego com Alecrim, Batatas Novas e Castanhas

Com o frio de Janeiro, sabem bem os assados e os sabores da terra. As batatinhas tostadas, as castanhas macias e doces, vão tão bem com a carne tenra como com o sabor pungente e silvestre do alecrim.

Ingredientes:
1 mão (paleta) de cordeiro
1 cabeça de alhos
1 ramo de alecrim
1 kg de batatinhas novas
1/2 kg de castanhas peladas
Azeite, sal e pimenta qb.

Antecipadamente, temperar a carne com sal, alho, pimenta e alecrim. Lavar as batatas e cozer com pele em água temperada de sal. Deixar arrefecer e pelar as batatas, reservando. Cozer as castanhas a vapor. Colocar a carne num tabuleiro grande (de forma a ficar com espaço para as batatas e as castanhas), regar com azeite e levar a cozinhar em forno a cerca de 200º C, tapado com folha de alumínio. Quando a carne estivar quase cozida, juntar as batatas e as castanhas, regar com mais um pouco de azeite e polvilhar com pimenta acabada de moer e folhas de alecrim fresco. Levar novamente ao forno, agora a 180ºC, já descoberto para dourar. Retirar ao fim de alguns minutos, antes de cozer em excesso.

Pode acompanhar com um salada verde e um pouco de arroz solto e terá certamente uma refeição reconfortante.

Bom apetite!
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Passarinhos Fritos





Não, não fui caçar passarinhos! Não que seja coisa que falta aqui à volta de casa, mas nem a caça é permitida nem eu teria habilidade (ou vocação) para tal.

São codornizes ou, como aqui se chamam, codornas, que bem temperadas e fritas em azeite, fazem um belo petisco, ou mesmo uma refeição.





Ingredientes:
8 codornizes (codornas)
10 dentes de alho
1 ramo de alecrim
2 folhas de louro
2 colheres de sopa de vinagre
Azeite, sal e pimenta qb.

Arranjam-se as codornizes e cortam-se em quatro partes. Temperam-se com o sal, o alho picado e o vinagre e reservam-se durante algumas horas. Deita-se azeite numa frigideira e quando estiver quente, juntam-se as codornizes e o alho picado, as folhas de louro e o alecrim. Deixam-se dourar e, em seguida, junta-se o líquido que ficou da marinada. Tapa-se a frigideira e deixa-se cozinhar em lume brando até reduzir todo o líquido e ficar só a gordura. Deixam-se fritar um pouco até ficarem com uma bela cor castanho dourada e estão prontas a servir.





Apesar de ser uma ave de criação, o alecrim dá-lhe o sabor do campo e da caça, e ao serem cozinhadas desta forma a pele fica estaladiça e a carne macia. 

Para uma refeição, são óptimas acompanhadas com arroz. Se quiser servir estes passarinhos fritos como petisco, basta acompanhar com boas fatias de pão alentejano ou italiano.




Bom apetite!
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bifinhos de Porco com Cogumelos ao Molho




Não gosto muito de repetir os mesmos pratos, vezes sem conta, e procuro encontrar formas diferentes de preparar os mesmos ingredientes. Umas vezes levada pela curiosidade de experimentar uma receita que encontrei num livro ou na internet, outras pelas condicionantes do que encontro no frigorífico ou na despensa e, noutros casos ainda, conduzida pelas ideias que me surgem num momento de inspiração, lá vou fazendo novos pratos ou variações.

Estes bifinhos nada têm de muito original, mas são bem gostosos e consolam o estômago e o palato, ao mesmo tempo que não implicam nenhuma sofisticação culinária nem implicam muito tempo junto ao fogão.




Ingredientes:
2 lombinhos de porco (filé mignon suíno) fatiados
1 embalagem de champignons (cogumelos Paris)
1 raminho de alecrim e tomilho
2 folhas de louro
6 dentes de alho picados
300 ml de natas (creme de leite)
4 colheres de sopa de vinho do Porto
Azeite, sal, pimenta e mostarda em grão

Limpar bem os cogumelos e fatiar, deixando mergulhados dentro de uma taça com água e vinagre. Colocar o azeite, o alho e as folhas de louro numa frigideira e, quando estiver quente, acrescentar os bifinhos. deixar alourar de ambos os lados e temperar com sal, pimenta e mostarda, moídas na hora. Acrescentar os raminhos de alecrim de de tomilho e tapar a frigideira, reduzindo o lume, deixando cozinhar durante alguns minutos. A carne vai criar algum molho que depois começará a reduzir. Quando estiver apenas a gordura na frigideira, em princípio a carne está bem cozinhada. Retirar os bifinhos da frigideira e reservar, tapados, de forma a manter quentes. Na gordura quente, colocar os cogumelos e regar com o vinho do Porto. Tapar e deixar estufar. Quando os cogumelos já estiverem bem cozidos e o molho tiver reduzido, acrescentar as natas e deixar cozinhar em lume brando. Rectificar o tempero e acrescentar os bifinhos, envolvendo no molho. Estão prontos a servir!




Pode acompanhar com arroz e salada e tem uma deliciosa refeição.

Bom apetite!
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pato com Tomilho e Laranja

Eu gosto de pato. E gosto de pato com laranja!




 O pato estufado até ficar tenro e com um ligeiro sabor a tomilho, envolto num molho cremoso de laranja e acompanhado de uma compota de frutos silvestres é, sem dúvida, algo muito bom. Gosto e pronto!




Ingredientes:
4 ou 8 pernas de pato (consoante o tamanho das pernas e o apetite dos vossos convidados)
1 cebola grande
4 dentes de alho
1 molho de tomilho (médio)
2 folhas de louro
1 l de caldo de galinha
2 laranjas (raspa e 250 ml de sumo)
4 colheres de chá de maizena
2 colheres de sopa de licor de laranja (Cointreau)
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco ou de cidra
Azeite, sal e pimenta qb.
2 chávenas (xícara) de arroz agulha
Compota de frutos silvestres qb.

Picar finamente a cebola e levar a refogar no azeite. Desta feita não precisa ser tão generosa como de costume, pois as pernas de pato vão libertar bastante gordura e o caldo de galinha também tem gordura (o meu era da cozedura de frango e tinha, se for feito com cubos de caldo pode ter um pouco menos). Acrescentar os dentes de alho espalmados e as folhas de louro. Quando a cebola estiver translúcida, juntar as pernas de pato. Temperar de sal e pimenta, mas com moderação, tendo em atenção que o caldo já tem sal. Juntar o molho de tomilho. Pode atar ou no final retirar os caules. Deixar cozinhar um pouco em lume baixo e a seguir juntar o caldo quente, tendo o cuidado de reservar uma chávena (cerca de 250 ml) para preparar o molho. Tapar e deixar cozinhar em lume lento e ir verificando se é necessário acrescentar mais líquido, pelo que deve ter água quente disponível. O tempo de cozedura varia em função da raça de pato e até do tipo de criação que o animal teve. 

Entretanto pode preparar o molho, começando por levar ao lume as duas colheres de açúcar com o vinagre, até atingir um ponto leve. Nessa altura, juntar o sumo das duas laranjas (cerca de 250 ml - se forem pouco sumarentas pode precisar de mais uma laranja) às quais já se retiraram as raspas que se reservaram. Misturar bem e, em seguida, acrescentar o caldo de galinha. Numa taça, misturar bem a Maizena com o Cointreau e adicionar ao molho, desfazendo qualquer grumo que se forme. Acrescentar as raspas de laranja e deixar fervilhar em lume brando até que o molho espesse.

Quando o pato estiver bem cozido, mas não desfeito, retirar do tacho e reservar, mantendo quente (por exemplo, colocar o prato, tapado, sobre uma panela com água bem quente). Ao molho que ficou no tacho de cozer o pato, retirar os ramos de tomilho (já sem as folhas) e juntar o arroz, deixando cozinhar um pouco. Acrescentar a água quente necessária para completar a cozedura de forma a deixar o grão de arroz firme. Rectificar o tempero.

Servir o pato regado com o molho de laranja e com um pouco de compota de frutos silvestres, acompanhado do arroz.




O arroz vai saber bem a pato e tomilho e o molho de laranja e os frutos silvestres contrastam deliciosamente com a carne do pato. Não é melhor opção para um dia que esteja com pressa, mas não é tão demorado ou difícil quanto possa parecer à primeira vista e é muito bom.

Experimente e bom apetite!
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Frango com Abóbora e Hortelã para o Halloween

A origem do Holloween remonta às celebrações que os povos Celtas faziam no fim do Verão (Festival de Samhain), que ocorriam entre finais de Outubro e o início de Novembro, e que tinham como objectivo prestar culto aos mortos.

Por outro lado, o culto católico celebra no dia 1 de Novembro a festa de Todos os Santos, sendo na véspera efectuada a vigília de Todos os Santos, no inglês All Hallow's Eve, o que por contracção chegou à forma actual de Holloween.




Fruto da mistura de muitas tradições e do encontro de diversas culturas,  estas datas parecem falar-nos da nossa capacidade de lidar com a morte mas também com a saudade dos que amamos e que já partiram, talvez dizendo-nos que tal como a seguir a uma época de natureza farta, que enche celeiros e despensas, se segue um frio Inverno, também depois florescerá novamente a vida, a esperança e a Primavera.

Celebremos pois a vida... a nossa e a dos que nos deixaram, acarinhando a sua memória! Alimentemo-nos do frutos doces que nos deixou o Verão e atravessemos o Inverno gratos por todas as maravilhas com que nos deparamos no dia a dia.




Ingredientes:
1 frango ou 4 pernas e coxas
300 g de abóbora
1 cebola grande
6 dentes de alho
1/2 l de vinho branco
1 ramo de hortelã
1 folha de louro
Azeite, sal e pimenta qb.

Partir o frango em pedaços. Picar a cebola e os alhos e levar a refogar no azeite com uma folha de louro. Quando a cebola estiver translúcida, juntar os pedaços de frango e deixar fritar um pouco. Temperar de sal e pimenta. Adicionar o vinho à temperatura ambiente. Tapar e deixar cozinhar em lume lento. Acrescentar a hortelã picada. Ao longo da cozedura, poderá necessitar de mais caldo, pelo que convém ter um recipiente com água bem quente para poder acrescentar. Quando o frango estiver quase cozido, juntar a abóbora partida em quadrados. Tapar e deixar estufar, até que esta fique bem tenra. 




Servir o frango acompanhado de um arroz simples e enfeitado com hortelã fresca.

Bom apetite!
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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Perna de Cordeiro com Hortelã

Um assado ao fim de semana é sempre uma boa opção. Não exige muito trabalho e, dependendo do número de pessoas e da quantidade preparada, pode ainda sobrar para o jantar. Uma das carnes que mais apreciamos é a de borrego, particularmente quando assada no forno. O borrego combina bem com alecrim e com hortelã e, geralmente, faço o tempero com uma destas ervas, ou mesmo com as duas.





Ingredientes:
1 perna de cordeiro (ou de borrego pequeno)
8 dentes de alho
1 ramo de hortelã
Azeite, sal e pimenta qb.
4 batatas médias ou 16 batatinhas novas

Limpar bem a perna de cordeiro. Certificar que foi retirado o nervo que dá mau gosto à carne. Esfregar com sal e pimenta acabada de moer. Num almofariz, ou num processador de alimentos, esmagar os alhos com o quatro colheres de azeite e as folhas de hortelã. Esfregar a carne com esta pasta e deixar pelo menos duas horas a tomar o gosto. Entretanto cozer as batatas, deixando al dente. Se forem batatas médias, descascar e cortar em quartos. Se forem batatas novas, cozer com pele e pelar. Levar a perna de cordeiro ao forno num tabuleiro ou prato refractário, rodeando com as batatas e regando com mais algum azeite. As batatas devem ser regadas com um fio de azeite e temperadas com pimenta antes de ir para o forno. Com o forno a cerca de 200º, deixar a carne selar de ambos os lados, virando a meio do processo. Depois cobrir o tabuleiro com folha de alumínio e deixar cozer (cerca de uma hora, mas depende do tamanho) a 180º. Também deve virar a carne a meio deste tempo, fazendo o mesmo com as batatas. Uma forma de ver se a carne está boa é espetar e deixar sair líquido que já não deve ser de sangue (está cozida, mas não seca). Quando chegar a este ponto, deixar alguns minutos para dourar e dar aquele ar estaladiço à superfície.




O cheiro a hortelã vai inundar a casa e o sabor da carne tenra também costuma agradar à maioria das pessoas. Podem ainda fazer um arroz branco e uma salada verde para acompanhar a carne e as batatas assadas.

Bom apetite!
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domingo, 11 de dezembro de 2011

Entrecosto Picante Grelhado


Aqui no Brasil, o fim de semana é por excelência o dia dos churrascos, em que se reúnem os amigos, se vai grelhando a carne, tomando umas caipirinhas e umas cervejas bem geladas.

Quando as tradições são boas os Portugueses não deixam de as adoptar e nós também vamos fazendo os nossos churrascos, a que por vezes acrescentamos umas sardinhas assadas, um vinho tinto Português, umas saladas de tomate à nossa maneira, tornando-se uma celebração verdadeiramente luso-brasileira, onde se tenta juntar o melhor de dois mundos.



Se a vedeta habitual dos churrascos é a picanha, no último almoço que fizemos aqui em casa, grelhamos também entrecosto, com um tempero que retirei dum livro ainda comprado em Portugal - Churrasco. Tive de fazer algumas adaptações (como sempre!), pois havia um ingrediente que eu não tinha, mas é um livro que vale a pena pelas indicações técnicas, pelos temperos, molhos e acompanhamentos que sugere para os diferentes grelhados, tanto de carne como de peixe, legumes e mariscos.



Ingredientes:
1 pedaço de entrecosto (costelinha) de porco com 1kg a 1,5 kg, limpo de sebo, mas com uma ligeira camada de gordura
2 colheres de sopa de pimentão doce (paprika)
1 colher de chá de piripiri (malagueta)
1 colher de sopa de sal
1 colher se sopa de pimenta preta (acabada de moer)
1 colher de sopa de cominhos
1 colher de sopa de alho bem picado
1 colher de sopa de azeite

Lava-se bem a peça de carne que se mantém inteira para grelhar. Quem não puder fazer grelhado ou preferir frito ou assado no forno, pode separar as costelinhas. Temperar de véspera e guardar no frigorífico (geladeira). Se colocar a carne temperada dentro de um saco para alimentos, é mais fácil que toda a superfície fique bem impregnado do sabor. Preparar o tempero, misturando todos os ingredientes e depois esfregar esta mistura na carne de forma a que fique toda bem coberta. Se pretender uma carne menos picante, retirar as sementes do piripiri ou das malaguetas. No Brasil pode ser encontrada uma paprika picante (em Portugal nunca vi à venda), que pelo seu picante suave é uma alternativa bastante agradável, não necessitando de colocar a malagueta. No dia seguinte, grelhar a peça de carne, colocando primeiro mais próximo das brasas para selar a carne e subindo, depois, a grelha para cozinhar mais lentamente. Não esquecer que a carne de suíno deve ficar bem cozinhada, mas sem deixar ressequir.




A carne fica muito saborosa, com um certo picante, ao mesmo tempo que permanece suculenta e tenra.
O livro onde pode ser encontrada a receita original, sugere um mojo de manga para acompanhar que ainda um dia hei-de experimentar. Na verdade foi por este mojo ter malagueta que me ocorreu introduzir a nota picante em substituição do ingrediente em falta. O resultado não podia ser melhor!




Espero que gostem!
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jantar de Borrego com Grão e Hortelã - Um Comer Alentejano

Quem vai acompanhando o Cravo e Canela já sabe que sou uma Alentejana convicta e uma apreciadora da cozinha desta região.

Um dos "comeres" que gosto muito, apesar de nem sempre fazer, é o Jantar de Borrego com Grão, aromatizado com hortelã. Aqui no Brasil, já fiz uma vez, muito embora tenha sido uma receita um pouco alterada pois não tinha os enchidos que costuma levar. Mesmo assim ficou muito saboroso!




No Alentejo, a zona das Terras Brancas é particularmente propícia à criação de gado de pequeno porte como os ovinos, que crescem em considerável liberdade, voltando ao fim do dia aos redis. Pastam nos campos, muito embora no Verão tenham de receber também alimento suplementar, pois o pasto está muito seco.

Este Verão, quando estive no Alentejo, tive oportunidade de fotografar estes cordeiros que estavam com as suas mães.  A criação de ovinos, permite ainda a obtenção de lã, através da tosquia dos animais e a produção de queijo. E que bons que são, tanto os pequenos queijinhos frescos ou curados, como os queijos de leite de ovelha ou de mistura com leite de cabra! Deliciosa também é a manteiga artesanal de leite de ovelha. Mas já há muitos anos que não como e nem sei se ainda há quem faça.



Ingredientes:
1 kg de carne de borrego
1/2 kg de grão de bico
150 g de toucinho (não coloquei)
1 chouriço preto (não coloquei)
1 morcela de sangue (não coloquei)
4 batatas médias
2 cenouras
1 molho de hortelã
Pão duro (amanhecido), de preferência Alentejano ou que não seja muito fofo
Azeite, sal e pimenta qb.

De véspera, colocar o grão de molho. Cozer o grão em água temperada de sal. Reservar com o respectivo caldo de cozedura. Para quem tenha menos tempo, pode ser substituído por grão cozido de lata. Cozer a carne de borrego com o toucinho, os enchidos, a cenoura e a cebola, em água temperada de sal e um pouco de azeite. No caso de usar toucinho precisa de menos gordura. Se for só com a carne de borrego irá precisar de um pouco mais de azeite. Quando estiver praticamente cozido, juntar o grão com o respectivo caldo e as batatas cortadas em rodelas, rectificar o tempero e acrescentar a hortelã, separando as folhas. Deixar alguns raminhos de hortelã para colocar quando for servir. Deixar ferver durante mais alguns minutos para acabar de cozer e para que os diversos sabores se fundam. Migar as fatias de pão para dentro de uma terrina ou taça grande. Retirar as carnes e colocar numa travessa. Fazer o mesmo com os vegetais. Levar o caldo novamente ao lume para estar bem quente quando for colocado sobre o pão. Colocar os restantes raminhos de hortelã sobre as sopas de pão e deitar o caldo a ferver. Servir imediatamente.




Cada pessoa serve-se de sopas, carne e legumes a gosto. Aqui em casa, gostamos de colocar tudo no prato (fundo) e ir saboreando as sopas de pão com a carne e o grão. Mesmo sem os enchidos, ficou delicioso e, certamente, com muito menos gordura. O aroma da hortelã enche a casa e combina de forma deliciosa com o grão e com o sabor da carne de borrego.

Bom apetite!
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