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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cioba Assado no Forno




Sabem como eu gosto de um peixe bem fresco e saboroso... e este Cioba, que eu não conhecia,soube-nos tão bem que venho aqui partilhar a receita. Em Portugal, onde este peixe não existe (que eu saiba) pode ser substituído por um pargo, por exemplo.






O cioba (ou será a?) é um peixe do Nordeste brasileiro. Quando o vi na peixaria, com as belas listras rosadas e amarelas logo achei que devia ser bom e não resisti a trazê-lo para casa e experimentar. 

Bem acomodado numa cama de cebola, tomate e pimentos coloridos, com o aroma dos coentros, dos alhos e da pimenta vermelha, foi ao forno de onde regressou ainda mais bonito e saboroso. Degustá-lo foi uma delícia e quando vir outro tão bonito como este vou trazê-lo para casa também.



Ingredientes:
1 a 2 peixes (1 peixe com 1 kg deu para duas pessoas
3 cebolas roxas
6 dentes de alho
1 pimento vermelho
1 pimento amarelo
3 tomates maduros
100 g de tomates cereja
1 molho de coentros
1 colher de chá de pimenta vermelha em grão
2 folhas de louro
Azeite, sal e pimenta qb.

Temperar o peixe de sal com algumas horas de antecedência. Preparar os vegetais. Cortar a cebola em rodelas finas, cortar os pimentos em tiras, cortar os tomates em rodelas e picar os coentros. Num prato ou tabuleiro de ir ao forno e à mesa, colocar uma camada de cebola, seguida de uma camada de rodelas de tomate. Sobre esta cama, colocar o peixe a que foram dados dois golpes na diagonal de cada lado. Rodear com as tiras de pimento, os tomates cereja e os dentes de alho. Juntar as folhas de louro. Temperar com pimenta moída na altura e polvilhar com os coentros e os grãos de pimenta vermelha. Regar generosamente com azeite. Tapa com uma folha de papel de alumínio e levar ao forno aquecido a 200ºC. Deixar cozinhar durante alguns minutos, de forma a que os legumes fiquem tenros, a carne se descole da espinha central, mas que o peixe não fique demasiado cozido. Servir acompanhado dos legumes e de arroz (fiz um risotto de cebola roxa) ou batatas. Bom apetite!




(English)

Cioba Fish Cooked in the Oven with Tomatoes and Peppers


You know how I like a fresh and tasty fish... and this Cioba, that I did not know, tasted so well that I come here to share the recipe. In Portugal, where this fish does not exist ( to my knowledge) can be replaced by a snapper, for example.

The cioba  is a fish of the Brazilian Northeast. When I saw it at the market, with the beautiful pink and yellow stripes just thought it would be good and I could not resist bringing it home.

Well accommodated on a bed of onions, tomatoes and colorful peppers. With the aroma of cilantro, garlic and red pepper, it has returned from the oven even more beautiful and tasty.To  taste it was a delight and when I'll see one as beautiful as this I will bring it home too.

Ingredients:
1-2 fish ( 1 fish with 1 kg was enough for two)
3 red onions
6 cloves of garlic
1 red pepper
1 yellow pepper
3 ripe tomatoes
100 g of cherry tomatoes
1 bunch coriander
1 teaspoon red peppercorns
2 bay leaves
Olive oil, salt and pepper .

Season the fish with salt a few hours notice. Prepare the vegetables. Cut the onion into thin slices, cut the peppers into strips, cut the tomatoes into slices and chop the coriander. In a plate or baking tray that you can take to the table, place a layer of onion slices, then a layer of tomato slices. Put the fish, which have received two cuts diagonally on each side, on this bed. Surround it with pepper strips, cherry tomatoes and the garlic cloves. Add the bay leaves. Season with freshly ground pepper and sprinkle with coriander and red peppercorns. Sprinkle generously with olive oil. Cover with a sheet of aluminum foil and place in oven heated to 200 ° C. Simmer for about 15 minutes, so that the vegetables are tender, and the meat debonding of the central spine but don't let the fish be overcooked. Serve with vegetables and rice ( I made  red onion risotto) or potatoes. Good appetite !


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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Açorda de Pescada



A açorda é um dos "comeres" mais emblemáticos do Alentejo e, mesmo na sua simplicidade, permite variações, cada uma mais gostosa que a anterior. Já  trouxe ao Cravo e Canela uma bela açorda de bacalhau, outra versão deliciosa é a Açorda de Pescada, com o tradicional ovo escalfado, umas batatas cozidas e o fragrante aroma dos coentros, sabe tão bem que e sempre a refeição escolhida no dia em que chegamos a Portugal.





Ingredientes:
4 postas de pescada
4 ovos
4 batatas médias

Fatias de pão duro / amanhecido (dependendo do apetite, cerca de 6 fatias médias por pessoa)
Azeite (calcule umas 2 colheres de sopa por pessoa)
Alhos (3 ou 4 dentes de alhos por pessoa)
1 molho de coentros


Temperar as postas de pescada com sal com algumas horas de antecedência. Cozer a pescada em água e reservar. Escalfar os ovos. Descascar e cozer as batas cortadas em pedaços em água temperada de sal. Esmagar os dentes de alho com o sal (atenção! se a água de cozer a pescada souber muito a sal, colocar pouco sal com os dentes de alho). Deitar o azeite num fundo de uma taça grande ou de uma terrina. Cortar os coentros de forma grosseira e misturar com o azeite. Quando estiverem bem esmagados, juntar os alhos ao azeite com os coentros e misturar.

Distribuir a pescada, as batatas e os ovos pelos pratos ou, em alternativa, levar à mesa numa travessa para que cada um se sirva a gosto. Levar a água de cozer a pescada novamente a ferver, acrescentando água se esta não for suficiente. Quando atingir o ponto de fervura, retirar do lume e juntar ao azeite e demais temperos. Misturar bem e juntar as fatias de pão a este caldo, submergindo-as. A Açorda está feita e deve ser servida imediatamente, enquanto está quente e o pão não absorveu todo o caldo.




(English)


The Açorda (bread soup) is one of  most iconic recipes from Alentejo (Southern Portugal)  and, even in its simplicity, allows for variations, each more delicious than the last. Already brought to Cravo & Canela a beautiful cod açorda, another version is delicious Hake Açorda, with the traditional poached egg, some boiled potatoes and fragrant aroma of coriander. It tastes so good that is always our  chosen meal on the day we arrived to Portugal.

Ingredients:
4 pieces of hake
4 eggs
4 medium potatoes
Slices of crusty bread / stale (depending on appetite, about 6 medium slices per person)
Olive (calculate 2 tablespoons per person)
Garlic (3 or 4 cloves of garlic per person)
1 bunch coriander


Season the pieces of fish with salt with a few hours notice. Cook the hake in water and reserve. Poach the eggs. Peel and cook the potatoes  cut in to pieces  in water seasoned with salt. Crush the garlic cloves with the salt (attention! if the cooking water from the hake as plenty of salt, put just a little salt with the garlic cloves). Pour the olive oil in the bottom of a large bowl. Cut the coriander coarsely and mix with olive oil. When they are well crushed, add the garlic to the olive oil with the coriander and mix.

Distribute the hake, the potatoes and the eggs for dishes or alternatively, bring a serving dish to the table so that each one serves to taste. Bring the hake cooking water to  boil, adding water if this is not enough. When it reaches boiling point, remove from heat and add to the olive oil and other seasonings. Mix well and add the slices of bread in this broth, submerging them. The Açorda is done and should be served immediately while its hot and the bread has not absorbed all the broth.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Choquinhos com Tinta



Quando se diz que o pescado em Portugal é do melhor do mundo não creio que se cometa grande exagero. A frescura, a textura e o seu sabor a mar serão difíceis de igualar e têm vindo a ser reconhecidos nos mercados mais exigentes. Por isso, sempre que regresso ao meu país, não me canso de comer do nosso belo peixe e dos frutos que o mar dá.

Os choquinhos fritos no tacho com a sua tinta são um delicioso petisco. Para quem não goste por aí além da tinta, pode repetir a receita com os "bichos" bem arranjados e lavados que também fica bom.






Ingredientes:
2 kg de chocos pequenos
1 cebola
6 dentes de alho
1/2 pimento verde
1/2 pimento vermelho
1 malagueta fresca (para quem goste de picante)
1 molho de coentros
1 folha de louro
Azeite, sal e pimenta qb.
1 kg de batatas pequenas

Lavar os chocos, tirar o dente (fica no centro das patinhas), mas não limpar por dentro se quiser cozinha com a tinta. Se preferir sem a tinta, lavar bem por dentro até que a água saia limpa. Lavar bem as batatas e cozer com a pele. Uma vez cozidas, deixar arrefecer um pouco e pelar, reservando. Picar a cebola e os alhos, e refogar um pouco num tacho onde se deitou azeite (seja generoso!). Acrescentar a folha de louro e os pimentos cortados em tiras. Se preferir os choquinhos picantes, deitar metade da malagueta a que previamente se retiraram as sementes cortada em rodelas finas. Juntar os choquinhos e deixar fritar um pouco. Acrescentar metade dos coentros, tapar o tacho, baixar um pouco o lume e deixar cozinhar. Ao fim de algum tempo, as conchas interiores vão começar a sair dos chocos. Se preferir não as levar à mesa, pode retirar. Nesta altura os chocos estão bons para comer. Colocar no prato de servir (pode ou não misturar com as batatas, e decorar com o resto dos coentros e da malagueta. Se optar por servir as batatas à parte, pode temperá-las com azeite, vinagres e um pouco de alho finamente picado.



(English)


When it is said that the fish in Portugal is the best in the world,  there is not a big exaggeration. The freshness, texture and its taste of the sea will be hard to match, and have been recognized in the most demanding markets. So, whenever I return to my country, I'm never tired of eating our beautiful fish and sea fruits.

The cuttlefish fried in the pan with its own ink is a delicious snack. For those who do not like so much of ink, you can repeat the recipe with the cuttlefish well arranged and washed, which is also good.

Ingredients:
2 kg of small cuttlefish
1 onion
6 cloves of garlic
1/2 green pepper
1/2 red pepper
1 fresh chilli (for those who like it spicy)
1 bunch coriander
1 bay leaf
Olive oil, salt and pepper.
1 kg of small potatoes

Wash the cuttlefish, take the tooth (located in the center of the tentacles), but not clean inside if you want to cook with the ink. If you prefer no ink, wash inside until the water comes out clean. Wash thoroughly and cook the potatoes not pealed. Once cooked, allow to cool slightly and peel, reserving. Mince the onion and garlic, and sauté with olive oil in a deep pan. Add the bay leaf and cut the peppers into strips. If you prefer spicy cuttlefish, pour half of the chili, that previously withdrew the seeds, thinly sliced​​. Add the cuttlefish and let fry a little. Add half the coriander, cover the pot, lower the heat slightly and cook. After some time, the inner shells will start to come out of the cuttlefish. If you prefer not to bring them to the table, you can retract. At this point the cuttlefish are good to eat. Place in serving dish (you can mix with the potatoes) and garnish with the remaining coriander and chilli. Whether you choose to serve the potatoes aside, can temper them with olive oil, vinegar and a little finely chopped garlic.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Arroz de Línguas de Bacalhau

Acreditam que nunca tinha comido línguas de bacalhau?

Sei que não é assim uma coisa muito comum e, a estas horas, os meus leitores do Brasil devem estar atónitos a pensar "Então isso também se come?". É que o bacalhau é um peixe bem grande e, pelo que constatei, linguarudo.


Quando estava no Alentejo, comprei línguas de bacalhau em salmoura e fiz este arroz bem aromático e saboroso. É simples e rápido de fazer e foi, para mim, uma nova forma de comer bacalhau.




Ingredientes:
500 g de línguas de bacalhau em salmoura
2 chávenas (xícaras) de arroz
1 cebola picada
4 dentes de alho picados
1 folha de louro
1/4 de pimento verde
1/4 de pimento amarelo
1/4 de pimento vermelho
1 ramo de coentros
Azeite, sal e pimenta qb.

Dessalgar as línguas de um dia para o outro, trocando a água umas três vezes pelo menos. Quando o bacalhau estiver bom de sal, fazer um refogado com azeite, cebola, alho e uma folha de louro. Quando a cebola estiver translúcida juntar os pimentos cortados em pequenos cubos e deixar estufar alguns minutos. Adicionar as línguas bem escorridas. Deixar cozinhar mais uns minutos e adicionar o arroz e metade do ramo de coentros picados. Juntar uma chávena de água quente. Tapar, deixando a tampa ligeiramente inclinada e deixar cozinhar. À medida que for necessário juntar mais água aos poucos de forma a que quando o arroz estiver quase cozido e com um pouco de molho se verifica o tempero, acrescentando sal (se necessário, pois em princípio o sabor das línguas é suficiente) e pimenta moída na hora, se junta o resto dos coentros picados, desliga o lume, tapa e espera alguns minutos antes de servir.



Untuosas e com forte sabor a bacalhau podem não ser para todos os gostos, mas que este é um arroz bem saboroso, não há dúvida!




Janeiro em Castro Verde estava frio e poucos dias tivemos de sol. Mas o Alentejo também é lindo no Inverno, em que o contraste do branco com as cores vibrantes do céu, das barras das casas e da natureza ainda parece mais forte.




Castro Verde é uma bonita vila do Baixo Alentejo, bem cuidada e que vale a pena visitar.



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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Pataniscas de Bacalhau com Arroz de Feijão

Diz-se que, em Portugal, há mil e uma maneiras de cozinhar bacalhau. É muito bem capaz de ser verdade, até porque todas as mães, tias e avós do país têm a sua própria receita, mais ou menos original.

Há, no entanto, algumas que são mais populares, castiças e tão saborosas e reflectem bem o carácter da cozinha portuguesa. É o caso das pataniscas!




Não é por termos menos (bacalhau!) que vamos deixar de ter uma refeição deliciosa, que nos conforta a alma e o paladar. As pataniscas são um frito à base de bacalhau e de uma polme de farinha, ovo e leite ou água, que faz render uma posta do fiel amigo para uma casa de família, ou para aqueles amigos que não estávamos à espera.

Acompanhadas de arroz de feijão (que também enche!), não há como deixar os comensais com fome, mesmo quando a despensa não está a abarrotar. E garanto que vão ficar satisfeitos!




Ingredientes:
(Para as Pataniscas)
1 lombo de bacalhau
1 cebola
150 g de farinha
125 ml de água de cozer o bacalhau
125 ml de leite
4 ovos
2 colheres de sopa de salsa picada
Óleo para fritar
Sal e pimenta qb.

(Para o Arroz de Feijão)
150 g de feijão manteiga cozido (pode ser encarnado ou preto)
1 cebola
2 dentes de alho
2 chávenas (xícaras) de arroz
2 colheres de sopa de coentros picados
Azeite, sal e pimenta qb.

Para as pataniscas, cozer o bacalhau, colocando o lombo previamente dessalgado em água fria e deixando levantar fervura. Quando começar a ferver, desligar o lume. Reservar a água de cozedura. Desmanchar o bacalhau em lascas. Fazer uma polme com a farinha, os ovos, o leite e a água de cozer o bacalhau, batendo bem até ficar homogénea. Adicionar o bacalhau, a cebola finamente picada  e a salsa. Rectificar o tempero de sal e pimenta. Aquecer o óleo e, quando estiver quente, deitar porções do preparado de pataniscas de forma a que não se colem entre si. Geralmente utilizo uma colher de servir (o equivalente a duas ou três colheres de sopa). Deixar ficar louras de um lado e depois virar as pataniscas para acabarem de fritar do outro lado. Retirar do óleo, escorrendo e colocar sobre papel absorvente. Entretanto, para o arroz de feijão, preparar um refogado com azeite, a cebola e o alho. Quando a cebola estiver transparente, juntar o feijão cozido e deixar aquecer. Adicionar o arroz e mais cerca de 500 ml de água (depende da quantidade de caldo do feijão), deixando cozer até que o arroz já cozido ainda fique rijinho e fique caldo no arroz (malandrinho!). Adicionar os coentros e servir!




Bom apetite!
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Filetes de Linguado com Banana Frita

Embora os fritos sejam mais a excepção que a regra aqui na cozinha do Cravo e Canela, o facto de, por aqui, ser mais fácil encontrar peixe em filetes do que peixe fresco inteiro tem-me levado a experimentar alternativas aquelas que eram as minhas receitas habituais. Foi o caso destes filetes de linguado!





Na nossa casa o linguado é sinónimo de peixe fresco, grelhado e acompanhado de uma salada ou de um arroz gostoso. Também já o tenho feito aqui sempre que consigo arranjar linguados frescos. Desta vez, resolvi experimentar filetes congelados e o resultado não nos decepcionou, o que prova que há bom peixe congelado que muitas vezes é preferível a um peixe (não tão) fresco.




Ingredientes:
4 filetes de linguado
Sumo de 1 limão
4 dentes de alho picados
3 colheres de sopa de farinha de trigo
3 colheres de sopa de farinha de milho
2 ovos
1 raminho de coentros
Sal e pimenta qb.
Óleo vegetal para fritar qb.
4 bananas maduras
2 colheres de sopa de manteiga

Com algumas horas de antecedência, temperar os filetes com sal, alho picado e sumo de limão. Deixar marinar. Num prato raso, misturar as duas farinhas, a pimenta e os coentros finamente picados. Num prato fundo, bater os ovos. Aquecer o óleo numa frigideira e forrar um prato com papel absorvente para escorrer os filetes. Tirar os filetes da marinada, um a um, e passar primeiro pela mistura de farinhas e depois pelo ovo batido, levando imediatamente a fritar. Deixar dourar de ambos os lados e colocar sobre o papel absorvente para eliminar o máximo de gordura. Ao mesmo tempo que frita o peixe, colocar duas colheres de manteiga numa frigideira e fritar as bananas maduras, cortadas ao meio no sentido longitudinal, até ficarem ligeiramente caramelizadas. Servir os filetes acompanhados das bananas fritas.




Saborosos e suculentos os filetes de linguado, combinam muito bem com a banana caramelizada e constituem uma refeição deliciosa.

Bom apetite!
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Arroz de Peixe com Tomilho Limão

O Tomilho Limão (Thimus citriodorus) é uma variedade relativamente recente de tomilho que surgiu do cruzamento do tomilho comum (Thymus vulgaris) com o tomilho poejo (Thymus pulegioides). Com folhas um pouco mais largas que o tomilho comum, apresenta um aroma cítrico, talvez ainda mais próximo da toranja que do limão.




Os talos do tomilho limão, à semelhança do tomilho comum, são duros e convém tirar as folhas, puxando no sentido oposto ao crescimento, enquanto se segura na extremidade do caule. Pelo seu aroma, realça as saladas, incluindo as saladas de frutas e é uma boa aposta para temperar os pratos de peixe.




Ingredientes:
2 peixes de tamanho médio ou os 4 lombos em filete (dourada, robalo, saint peters)
2 chávenas (xícaras) de arroz arbório
1 litro de água quente, ligeiramente temperada de sal
1 cebola
4 dentes de alho
1 ramo de tomilho limão
Azeite, sal e pimenta qb.

Amanhar o peixe e temperar de sal com algumas horas de antecedência. Neste caso usei Saint Peters, que é um peixe de carne branca e firme, que na peixaria foi esfolado e retirada a cabeça e espinha central. Fazer um refogado com o azeite, a cebola e o alho. Quando a cebola estiver translúcida, acrescentar as folhinhas de tomilho e peixe. Deixar cozinhar um pouco e retirar, reservando. Adicionar o arroz e deixar fritar um pouco, juntando depois um pouco da água quente. Ir cozinhando como se faz com o risotto, juntando a água a pouco e pouco, até o arroz estar cozido, mas tendo o cuidado para não deixar ficar demasiado mole. Quando adicionar a última dose de água, mexer e juntar o peixe, envolvendo bem. Quando o arroz estiver cozido e ainda com um pouco de caldo cremoso, rectificar o tempero, tapar e aguardar uns minutos antes de servir.




Guarnecido com um pouco de tomilho limão fresco fica ainda mais aromático e é uma forma deliciosa de comer peixe.

Bom apetite!
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Bifes de Atum de Cebolada e Lembranças do Mar


O bom tempo e o sol, pedem pratos rápidos de confeccionar e que nos lembram o Verão e o Mar. Os bifes de atum têm essa característica. Basta o cheiro que sai da frigideira para nos transportar à esplanada de um desses restaurantes que em Portugal abundam nas vilas costeiras. Lá, onde o bom peixe é rei e as técnicas simples realçam os sabores e a frescura do pescado.



















Talvez seja por isso que gosto de comer bifes de atum. Logo fico em Sesimbra, numa mesa virada
para o mar, a apanhar com o sol no rosto enquanto me delício com um belo naco de peixe!





Ingredientes:
4 bifes de atum com cerca de 2 cm de altura
2 cebolas grandes
6 dentes de alho
2 folhas de louro
Azeite, sal e pimenta qb.

Temperar os bifes de atum com antecedência de pelo menos duas horas para tomar o gosto do sal. Cortar as cebolas em rodelas finas e levar ao lume com o azeite. Acrescentar os dentes de alho pelados e esplamados. Acrescentar as folhas de louro. Quando a cebola começar a ficar transparente, adicionar o atum e deixar fritar dos dois lados. Baixar o lume,temperar com a pimenta moída na altura, tapar o recipiente e deixar estufar durante alguns minutos. Não deixar cozer demasiado tempo para que o peixe não fique seco.




Servir acompanhado de batatas cozidas ou arroz branco e Bom Apetite!
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Olha a Sardinha Frita!

Para a maior parte dos portugueses, quando se fala em comer sardinhas é da bela sardinha assada na brasa que se está a falar!

Em Junho as sardinhas já estão bem gordas e os fogareiros e grelhadores começam a ser armados, os fogos acessos e as sardinhas assadas. Sem mais que o sal, vão para a grelha e saiem a escorrer gordura. Comidas sobre o pão ou com uma salada de tomate, não há melhor!




Mas, aqui no Brasil, a ideia de comer uma sardinha assada inteira, com tripas e tudo, não é particularmente atraente, e as nossas pequenas amigas são muitas vezes vendidas já preparadas para a forma como mais gostam delas por estas terras: escaladas, com a espinha central retirada, para serem temperadas e fritas como se de filetes se tratassem.

Gosto da sardinha assada, mas resolvi experimentar também esta receita da sardinha frita, acompanhada com um arroz de coentros, feito em jeito de risotto.




Ingredientes:
1 kg de sardinhas, escaladas e com a espinha principal arrancada
1 limão
Farinha de trigo ou de milho
Sal e pimenta qb.
Óleo para fritar

Temperar as sardinhas com sal e pimenta e sumo de limão. Deixar durante umas horas para tomarem bem o gosto. Passar por farinha, de trigo ou de milho, e fritar em óleo. Colocar sobre papel absorvente, para ficarem bem secas.




Acompanhei com arroz de coentros, mas também devem ficar uma maravilha com um arroz de tomate ou com uma salada bem fresca.

Bom apetite!

Créditos: A bonita travessa de folhas é da La Faenza.
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domingo, 27 de maio de 2012

Lulas com Molho de Tomate


Umas lulas guisadas em molho de tomate, acompanhadas de arroz, são um prato bem português e bem trivial. Mas aqui, onde nem sempre consigo encontrar lulas frescas e de boa qualidade, tornou-se um verdadeiro acepipe!




Ingredientes:
1,5 kg de lulas frescas, arranjadas e cortadas em rodelas
1 cebola grande
6 dentes de alho
4 tomates maduros
ervas aromáticas frescas
Azeite, sal e pimenta qb.

Lavar bem as lulas (é melhor pedir para arranjar na peixaria, mas temos sempre de dar a limpeza final) e cortar em anéis com 1 cm a 1,5 com de largura. Não costumo temperar as lulas com sal. para mim basta o tempero do molho para que fiquem saborosas. Como se trata de uma carne muito delicada, é muito fácil que fiquem excessivamente salgadas se as temperarmos directamente. Preparar o refogado de cebola, alho e tomate maduro, pelado, limpo de sementes  e cortado em pedaços. (Se tiver feito molho de tomate caseiro, pode utilizar directamente o molho (cerca de 7,5 dl) para estufar as lulas). Quando o tomate estiver bem desfeito, juntar as lulas, e com o tacho tapado, deixar estufar em lume lento, até estarem cozidas. Rectificar o tempero, acrescentando a pimenta moída no momento.




Eu gosto das lulas acompanhadas de arroz branco, mas para quem preferir, podem ser estufadas com batatas cortadas em rodelas com cerca de meio centímetro.

Delicadezas à parte, não há nada como molhar um pedaço de pão no molho do estufado das lulas... mas não digam a ninguém!!!




Bom apetite!
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domingo, 20 de maio de 2012

Saint-Peters com Risotto de Três Pimentos

O Saint-Peters é um dos bons peixes que se podem encontrar nesta região do Brasil. De carne fina, mas firme e sabor delicado, é uma boa opção tanto para estufar como para assar. Dá, ainda, bons filetes e é muito fácil encontrá-lo já preparado para este efeito.




Neste caso, preparei-o em postas, apenas estufado com azeite, alho e cebola, acompanhado de um aromático e saboroso risotto de pimentos coloridos.

Em Portugal nunca vi este peixe à venda, com este ou com outro nome. Embora sem terem uma textura tão firme, penso que poderá ser substituído por dourada ou pargo de forma a obter um efeito semelhante.




Ingredientes:
4 postas de peixe (1 posta de peixe por pessoa)
1 cebola
2 dentes de alho
Azeite, sal e pimenta qb

2 chávenas (xícaras) de arroz arborio
1 l de caldo de legumes
1/2 pimento verde
1/2 pimento encarnado
1/2 pimento amarelo
1 cebola
2 dentes de alho
1 molho pequeno de coentros
Azeite e pimenta qb.

Temperar o peixe de sal com antecedência. Numa frigideira alourar a cebola finamente picada e o alho em azeite. Estufar o peixe, em lume brando com o recipiente tapado. Temperar com pimenta moída no momento.

Para o risotto, aquecer o caldo de legumes e manter quente. Num tacho dourar a cebola finamente picada e o alho. Juntar os pimentos cortados em quadrados bem pequenos. Em seguida juntar o arroz e deixar fritar mais um pouco. Juntar a primeira concha de caldo. Quando estiver quase seco, juntar mais uma concha de caldo e assim sucessivamente até o arroz estar no ponto (sem ficar demasiado cozido). Deixar cremoso, desligar o fogão e manter tapado. Servir dentro de poucos minutos, acompanhando o peixe. Polvilhar com os coentros picados.




Bom apetite!
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quinta-feira, 29 de março de 2012

Pasta al Nero di Sepia com Corvina e Limão

Sempre que viajo a algum lugar, gosto de experimentar os alimentos e pratos locais, comprar ingredientes e, sempre que possível, livros de culinária.

Na viagem a Roma ,no último Verão, o programa não podia deixar de incluir uns raids pelas lojas de produtos alimentares. E posso não ter comprado sapatos ou roupa (de facto, desiludiu-me um pouco aquilo que vi!), mas uma parte da mala ficou reservada para os comes e bebes!



Descobri uma pequena mercearia gourmet, não muito longe do hotel, com óptimas massas secas, doces, vinhos e um balcão de queijos que era a minha perdição. Trouxe Pecorino, Limoncello, uns doces de amêndoa, e uns fetucini al nero di sepia artesanais,  que ontem participaram alegremente no nosso jantar já do lado de cá do Atlântico.



Ingredientes:
4  lombos de corvina
1/2 embalagem de fetucine al nero di sepia
1 limão (siciliano)
2 embalagens de natas (creme de leite)
1 molhinho de coentros
6 dentes de alho
Azeite, sal e pimenta qb.

Tempera-se o peixe de sal com pelo menos duas horas de antecedência.  Coze-se a massa em água abundante, temperada de sal. Tiram-se as raspas do limão e reserva-se. Leva-se o azeite ao lume num frigideira larga e junta-se o alho picado. Juntam-se os lombos de corvina e deixam-se alourar de ambos os lados. Acrescentam-se os coentros picados e o sumo de limão. Tempera-se de pimenta, moida na altura, tapa-se e deixa-se estufar um pouco, sem deixar cozer demais. Retiram-se os lombos para fora da frigideira e acrescentam-se as natas, deixando cozinhar um pouco e rectificando o tempero. Escorre-se a massa que deve estar cozida al dente e junta-se ao molho de natas. Separam-se os lombos de corvina em lascas grandes e acrescentam-se à massa, envolvendo-se delicadamente. Coloca-se no prato de servir e decora-se com as raspas de limão.




O sabor delicado da corvina, liga perfeitamente com o molho de natas e limão e com o sabor distinto da massa negra.

Espero que gostem!
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Salmão Assado no Forno com Endro e Limão


Apesar de gostarmos muito de peixe, não apresento frequentemente receitas pois aqui não é fácil arranjar peixe fresco. Ainda assim, o salmão, por ser de cultura (proveniente do Chile, e tão bom como o da Noruega), é mais fácil de encontrar. Hoje trago-vos lombos de salmão assados em papelotes, temperados com limão e endro.




O endro é uma erva aromática, de folha e aroma muito parecidos com os do funcho (erva doce), que fresco confere um sabor especial tanto a pratos de peixe, como a vegetais, a molhos e saladas. Pode ser também utilizado para aromatizar vinagres e conservas. Recentemente, comprei um endro que plantei na horta e que já está bem bonito e crescido. Esta foi a sua primeira contribuição para a Cozinha!




Ingredientes:
Lombo de Salmão (para 4 pessoas)
Raspa de 2 limões
1 raminho de endro
sal, pimenta e azeite qb.

Temperar os lombos de salmão com antecedência. Na hora de levar ao forno, colocar os lombos sobre pedaços de papel de alumínio (pode ser melhor fazer embrulhos individuais), temperando de pimenta e com a raspa do limão e os pedaços de endro. Acrescentar um fio de azeite (não é preciso muito, pois o salmão é um peixe muito gordo), fechar os papelotes e levar ao forno dentro de um tabuleiro. Deixar cozinhar durante cerca de 15 a 20 minutos (depende da altura do lombo, mas em geral é bastante rápido). Servir quente, acompanhado de pedaços de limão, para se poder regar o peixe com o sumo. 





Neste caso foi servido com arroz, mas também vai muito bem com apenas uma salada.

Bom apetite!
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Uma Sopa de Cação à Alentejana

Apesar do Alentejo ser uma região maioritariamente interior (não esqueçamos o belo litoral alentejano!), a gastronomia alentejana conta com diversos pratos de peixe verdadeiramente deliciosos!

Já aqui trouxe a açorda de bacalhau, tão do gosto do povo alentejano, e hoje apresento umas Sopas de Cação, que foram à nossa mesa no passado fim de semana. Este caldo de peixe, com as suas sopas de pão e forte sabor a coentros (ou, nalguns casos, a poejos), é um prato nutritivo e saboroso que aquece o coração.




Como no essencial da culinária alentejana, caracteriza-se pela forte presença das ervas aromáticas (neste caso os coentros) e do pão, sob a forma de sopas. O bom azeite, o alho e a cebola, complementam este leque de sabores que, associados à carne delicada do cação, tornam este prato uma verdadeira delícia.




Ingredientes:
4 postas médias de cação
2 batatas médias
Fatias de pão duro (amanhecido), de preferência alentejano
1 cebola grande
4 dentes de alho
1 molho de coentros
2 colheres de sopa de farinha
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de chá de pimentão em pó (paprika)
Azeite, sal e pimenta qb

Temperar o peixe de sal com algumas horas de antecedência e deixar tomar o gosto. Fazer um refogado com a cebola picada e os dentes de alho esmagados, sendo generosos no azeite. Juntar as postas de peixe, temperar de pimenta e juntar os coentros picados. Acrescentar as batatas, cortadas em rodelas bem finas, para que o tempo de cozedura seja igual ao do peixe. Tapar o recipiente e deixar estufar em lume brando. Quando estiver praticamente cozido, retirar o peixe e reservar. Retirar um pouco de caldo que se junta à farinha, paprika e vinagre, de forma a misturar bem, sem formar grumos. Juntar este creme ao caldo e misturar bem, deixar ferver para que o caldo fique um pouco mais consistente, mas não deve ficar grosso ou cremoso. Quando o caldo já não souber a farinha crua, juntar o peixe e deixar ferver um pouco até estar bem quente. Migar as sopas de pão para uma terrina ou taça para servir à mesa, colocar as postas de peixe sobre o pão e deitar o caldo fervente. Servir de imediato.

Quem preferir ou não tiver pão suficientemente consistente (pão com miolo muito fofo não é bom para este fim!) pode fritar as fatias de pão em azeite!




Esta refeição bem saborosa, típica da minha terra, fez as delícias cá de casa. Espero que também gostem!



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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fettuccine Tricolore com Atum

A maior parte do mês de Julho foi passada em Portugal, e alguns desses dias foram aproveitados para ir à praia e matar as saudades do mar e do sol português.

Nos dias de praia, quando o tempo está bom, sabe bem ficar até ao sol posto, quando as gaivotas começam a tomar de novo conta da praia... e quando se chega tarde a casa apetece poder fazer qualquer coisa rápida, mas saborosa que satisfaça o apetite que se ganhou num dia ao ar livre.

Foi assim que surgiu este prato de massa com atum, numa noite de Verão!



Ingredientes:
2 latas de atum em postas (de preferência português)
1/4 de um pimento verde
1/4 de um pimento encarnado
100 g de tomate cereja
1/2 cebola média
2 dentes de alho
Meia embalagem de uma massa à escolha (neste caso utilizei fettuccine com três sabores)
1 folha de louro
Azeite, sal e pimenta qb

Refogar a cebola e o alho, bem picados,  no azeite, até a cebola ficar translúcida. Juntar a folha de louro e os pimentos cortados em quadrados pequenos. Quando começarem a amolecer, adiconar os atum, escorrido do óleo e feito em lascas. Incorporar em, mas sem desmanchar muito o atum, de forma a que os sabores dos diferentes ingredientes se integrem. Quando estiver quase pronto, juntar o tomate cereja, lavado e cortado ao meio, assim como a massa que foi cozida em água com sal, até ficar al dente, e escorrida. Deixar ferver durante dois ou três minutos para tomar o gosto. Servir quente.



Espero que gostem!
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