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sábado, 7 de setembro de 2013

Passeio por Lisboa (2)




Voltamos para um passeio por Lisboa. Lisboa, a princesa das colinas, a cidade branca e milenar que se derrama em direcção ao Tejo, seu eterno companheiro. Belos e brilhantes, ambos, vão assistindo à passagem dos tempos, dos povos e das gentes.

Hoje levo-vos, pela mão, até ao Castelo e lá do cimo convido-vos a espreitar a cidade e o rio. A carga da história é tanta que se sente nos ossos, mas a beleza do lugar convida-nos a descansar o olhar no brilho das águas e nos tons pastel do casario. Cidade e rio, rio e cidade. Quantas saudades...


















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domingo, 18 de agosto de 2013

Blogger's Cut | Julho 2013





Já bem atrasada, a selecção do mês de Julho nada tem a ver com comida ou gastronomia. Cozinhou-se bastante, comeu-se maravilhosamente, mas não se publicou quase nada.

Restam assim os lugares visitados e as maravilhosas lembranças trazidas.

De Portugal, a sempre bela Lisboa, o litoral e o mar que tantas saudades me deixa e o meu lindo Alentejo.

De Itália, os doces campos da Toscana, as cidades e vilas medievais de Siena e S. Gimignano, o museu a céu aberto que é Florença, as pedras brancas da torre inclinada de Pisa.

Ficam todas as sensações deste Julho quente e acolhedor e as saudades de voltar...
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Choquinhos com Tinta



Quando se diz que o pescado em Portugal é do melhor do mundo não creio que se cometa grande exagero. A frescura, a textura e o seu sabor a mar serão difíceis de igualar e têm vindo a ser reconhecidos nos mercados mais exigentes. Por isso, sempre que regresso ao meu país, não me canso de comer do nosso belo peixe e dos frutos que o mar dá.

Os choquinhos fritos no tacho com a sua tinta são um delicioso petisco. Para quem não goste por aí além da tinta, pode repetir a receita com os "bichos" bem arranjados e lavados que também fica bom.






Ingredientes:
2 kg de chocos pequenos
1 cebola
6 dentes de alho
1/2 pimento verde
1/2 pimento vermelho
1 malagueta fresca (para quem goste de picante)
1 molho de coentros
1 folha de louro
Azeite, sal e pimenta qb.
1 kg de batatas pequenas

Lavar os chocos, tirar o dente (fica no centro das patinhas), mas não limpar por dentro se quiser cozinha com a tinta. Se preferir sem a tinta, lavar bem por dentro até que a água saia limpa. Lavar bem as batatas e cozer com a pele. Uma vez cozidas, deixar arrefecer um pouco e pelar, reservando. Picar a cebola e os alhos, e refogar um pouco num tacho onde se deitou azeite (seja generoso!). Acrescentar a folha de louro e os pimentos cortados em tiras. Se preferir os choquinhos picantes, deitar metade da malagueta a que previamente se retiraram as sementes cortada em rodelas finas. Juntar os choquinhos e deixar fritar um pouco. Acrescentar metade dos coentros, tapar o tacho, baixar um pouco o lume e deixar cozinhar. Ao fim de algum tempo, as conchas interiores vão começar a sair dos chocos. Se preferir não as levar à mesa, pode retirar. Nesta altura os chocos estão bons para comer. Colocar no prato de servir (pode ou não misturar com as batatas, e decorar com o resto dos coentros e da malagueta. Se optar por servir as batatas à parte, pode temperá-las com azeite, vinagres e um pouco de alho finamente picado.



(English)


When it is said that the fish in Portugal is the best in the world,  there is not a big exaggeration. The freshness, texture and its taste of the sea will be hard to match, and have been recognized in the most demanding markets. So, whenever I return to my country, I'm never tired of eating our beautiful fish and sea fruits.

The cuttlefish fried in the pan with its own ink is a delicious snack. For those who do not like so much of ink, you can repeat the recipe with the cuttlefish well arranged and washed, which is also good.

Ingredients:
2 kg of small cuttlefish
1 onion
6 cloves of garlic
1/2 green pepper
1/2 red pepper
1 fresh chilli (for those who like it spicy)
1 bunch coriander
1 bay leaf
Olive oil, salt and pepper.
1 kg of small potatoes

Wash the cuttlefish, take the tooth (located in the center of the tentacles), but not clean inside if you want to cook with the ink. If you prefer no ink, wash inside until the water comes out clean. Wash thoroughly and cook the potatoes not pealed. Once cooked, allow to cool slightly and peel, reserving. Mince the onion and garlic, and sauté with olive oil in a deep pan. Add the bay leaf and cut the peppers into strips. If you prefer spicy cuttlefish, pour half of the chili, that previously withdrew the seeds, thinly sliced​​. Add the cuttlefish and let fry a little. Add half the coriander, cover the pot, lower the heat slightly and cook. After some time, the inner shells will start to come out of the cuttlefish. If you prefer not to bring them to the table, you can retract. At this point the cuttlefish are good to eat. Place in serving dish (you can mix with the potatoes) and garnish with the remaining coriander and chilli. Whether you choose to serve the potatoes aside, can temper them with olive oil, vinegar and a little finely chopped garlic.
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Um Passeio por Évora


O ano começou sob o signo das viagens e estou de regresso a Portugal para passar umas semanas. 


Sinto vontade de rever o meu país, a sua paisagem, as suas gentes e costumes.  Percebo, nestes tempos, tristeza  perante a crise que atravessam, e até já uma certa revolta. Mas encontro também tantas formas diferentes de tentar fazer face às dificuldades com aquilo que de melhor este país tem: a criatividade, o gosto pelas coisas que são típicas da nossa terra, de um artesanato reinventado à gastronomia, que não posso deixar de me encantar com muito do que vou vendo.

Há dias fui passear a Évora. Talvez não tenha sido o melhor dia para tirar fotografias, mas esta é uma cidade que, por mais que a visitemos, nunca deixa de nos fascinar e, para aqueles que não conhecem, trouxe algumas imagens para atiçar a vontade de um dia lá irem. Évora a bela, das ruínas romanas, das ruelas medievais, dos solares e dos conventos, das boa comida e dos restaurantes celebrados, dos doces conventuais…


Comprei lembranças e guloseimas: Beijinhos de Freira, Queijinhos de Amêndoa e o famoso Pão de Rala, uma iguaria à base de amêndoas, doce de ovos, fios de ovos e gila, que um destes dias vou tentar reproduzir.
 


Agora já estou no Baixo Alentejo, em Castro Verde, e aqui que nos próximos dias estará a funcionar a Cozinha do Cravo e Canela!
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Alentejo em Janeiro #2

Foram poucos os dias que passei no Alentejo, mas aproveitei-os tanto quanto pude, Deambulei pela vila, percorri os campos e os montes e fui fotografando o que me captou a atenção. Guardando imagens desta terra para me alimentar até ao próximo Verão.




Das casas, gosto da brancura e da textura das paredes caiadas, das barras de cor vibrante que parecem pintadas a aguarela, das janelas e dos beirais e alegretes floridos, das portas e das aldrabas, das chaminés e dos poiais...





Nos campos, procuro as ervas, as estevas e as flores, as pedras do caminho, as poças de água onde o céu se reflecte, as ovelhas com os seus borregos curiosos, os porcos pretos que fuçam e se aquecem ao sol...




No mais modesto elemento encontro encanto, do ramo quebrado que se arrasta no chão, ao líquen que vibra amarelo sobre o xisto cinzento. Tudo me fala desta terra aparentemente tão árida e na verdade tão rica de vida.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Alentejo em Janeiro #1

Em Janeiro estive em Portugal e passei uns dias no Alentejo. Sim, porque se apertam as saudades do mar, também me sobram as saudades das planícies, dos campos a perder de vista, das aves de rapina a cortar os céus, das majestosas cegonhas, do soar dos chocalhos do gado que anda nos campos, das gentes, das paredes caidas... de tanta, tanta coisa.




Os dias estavam frios mas cheios de sol. Os campos cheios de flores brancas, mais pareciam nevados, as palmas e os frutos das piteiras recortavam-se contra o céu azul de Janeiro, as bagas secas nos galhos das árvores do jardim pareciam de ouro e os líquenes enfeitavam as pedras antigas do monte. Tudo era cor e contraste, recortado nos dias frios.




Esta é a minha terra e tentei, o melhor que sabia, capturar o seu rosto e guardar as suas muitas faces para agora recordar.


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma Tarde na Praia

Muitas pessoas associam o Brasil a praias paradisíacas e, portanto, a nossa estada cá a uma eterna vida de veraneio e pé na areia. Nada podia estar mais longe da verdade. O Brasil é um país enorme e, apesar da sua imensa costa, na sua maioria o território é interior e, de acordo com os padrões portugueses bem longe do mar.

É o nosso caso, vivemos a mais de 100 km da praia mais próxima quando dantes estávamos a cerca de dez minutos. A seguir às pessoas, acho que nada me faz mais falta!




Na verdade, apesar de ter nascido no interior do país (que adoro!), fui, ainda bebé de colo para Lisboa
e, depois, para Espinho, onde adormecia ao som das ondas do seu mar revolto. Anos mais tarde voltei para a zona de Lisboa para bem perto do mar e, por isso, ele tem sido uma das constantes da minha vida.




Quando cheguei este Janeiro a Portugal, uma das prioridades que levávamos definidas era de ir ver o mar, passar uma tarde na praia, ir almoçar com o pé na areia. Todas as metas foram alcançadas, com os bonitos dias de sol que fizeram e não podíamos ter ficado mais felizes por ter voltado a estes lugares familiares, aos sons e cheiros que só a beira mar nos dá.




No Inverno as praias têm manos gente, há restos que o mar trás e deixa sobre a areia, pequenas conchas brilhantes, folhas, paus, penas e troncos, pedaços de corda, por vezes algum lixo (culpa nossa!). E as ondas trazem a espuma e o murmúrio dos tempos e, depois, voltam a partir...

Eu também... voltei para o lado de cá do mar, mas sei que as saudades me vão levar de volta mais uma vez até essas dunas douradas.

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