Nestes últimos meses, desde que cheguei ao Brasil tenho descoberto novos produtos e outros tantos ingredientes com que tento criar novos pratos ou renovar receitas que já fazia. Outro dia descobri a Banana da Terra, que me foi apresentada por uma amiga brasileira. Esta banana, maior que as bananas comuns que comemos como fruta, não dá para comer crua, devendo ser cozinhada tanto com aplicações em pratos salgados como doces. Boa para fritar para servir de acompanhamento, faz tambémuma boa sobremesa, se cortada em fatias e levada ao forno com açúcar e canela de onde sai caramelizada. Se algum dos leitores desta cozinha conhecer boas receitas, gostaria muito das conhecer...
Comprei duas bananas e fiquei a pensar o que fazer com elas. Lembrei-me de fazer um Risotto, utilizando a receita habitual, mas acrescentando a banana na fase final. Neste caso, o arroz foi acompanhar uns filetes de Saint Peters que estufei com alecrim (um dia destes posto a receita), e a combinação funcionou muito bem.
Ingredientes:
1 banana da terra, previamente cozida e partida em cubos (em Portugal pode ser substituída pela banana pão)
1 chávena de chá de arroz arbóreo
1 cebola pequena
azeite qb
cerca de 1 l de caldo de frango ou legumes
1 colher de sopa de manteiga
cerca de 50 g queijo parmesão ralado
Lavar a banana, cortar as pontas e partir ao meio, colocando para cozer num tacho com água. Uma vez cozida, retirar da água , partir em cubos e reservar. Picar a cebola finamente e levar ao nume num tacho com azeite. Quando estiver transparente acrescentar o azeite e deixar cozer um pouco. Depois ir juntando, gradualmente o caldo que deve estar quente. Deixar cozer o arroz com cada concha de caldo até este quase evaporar totalmente e, então, adicionar mais um pouco. Quando vir que o arroz está quase cozido (faltando cerca de duas conchas de caldo), adicionar os cubos de banana. Quando estiver no ponto e ainda com um pouco de caldo, adicionar uma colher de manteiga, misturar e, por fim, juntar o queijo parmesão ralado, envolvendo bem. O arroz deve ficar cremoso e para que não seque, deve ser servido imediatamente.
Experimentem e bom apetite!
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Geléia de Jabuticaba
Com a safra de jabuticabas que tivemos, andei à procura de formas de aproveitar os frutos, que surgem em grande quantidade e se estragam rapidamente. Os que se colhem devem ser consumidos em cerca de três dias e os que ficam na árvore acabam por ser comidos pelos pássaros e pelos insectos ou rebentam de tão maduros.
Já vos mostrei o sumo que fiz e tenho um frasco de licor a "marinar" na despensa. Com o resto da colheita experimentei a fazer um pouco de Geléia de Jabuticaba. Como não sabia qual a forma de fazer o doce deste fruto resolvi procurar online, onde encontrei uma série de receitas, quase todas com as mesmas proporções. A mais clara era apresentada sob a forma de um vídeo com a explicação e demonstração da receita passo a passo.
Ingredientes:
Jabuticabas qb
Açúcar qb
Água
Lavam-se bem as jabuticabas, colocam-se dentro de um tacho e esmagam-se. Cobrem-se com água e levam-se a ferver em lume brando até que o caldo esteja vermelho bem escuro (ver vídeo). Coa-se a polpa de jabuticaba cozida, mede-se e junta-se a mesma quantidade de açúcar. Deixa-se ferver esta mistura até atingir ponto de pérola (as gotas que caem da colher levam algum tempo a formar-se e saem bem redondas). Guarda-se em frascos fervidos e fecha-se ainda quente. Ao fim de dois dias já atingiu a consistência de geléia e está pronta a comer.
Já experimentei a minha numas torradinhas e está boa, muito embora, por não ser muito gulosa, na próxima vez vou experimentar com uma menor proporção de açúcar.
Penso que a jabuticaba pode ser substituída pela uva na confecção de geléia, pois já comi uma feita por uma das minhas tias (Alice) que estava uma delícia!
Já vos mostrei o sumo que fiz e tenho um frasco de licor a "marinar" na despensa. Com o resto da colheita experimentei a fazer um pouco de Geléia de Jabuticaba. Como não sabia qual a forma de fazer o doce deste fruto resolvi procurar online, onde encontrei uma série de receitas, quase todas com as mesmas proporções. A mais clara era apresentada sob a forma de um vídeo com a explicação e demonstração da receita passo a passo.
Ingredientes:
Jabuticabas qb
Açúcar qb
Água
Lavam-se bem as jabuticabas, colocam-se dentro de um tacho e esmagam-se. Cobrem-se com água e levam-se a ferver em lume brando até que o caldo esteja vermelho bem escuro (ver vídeo). Coa-se a polpa de jabuticaba cozida, mede-se e junta-se a mesma quantidade de açúcar. Deixa-se ferver esta mistura até atingir ponto de pérola (as gotas que caem da colher levam algum tempo a formar-se e saem bem redondas). Guarda-se em frascos fervidos e fecha-se ainda quente. Ao fim de dois dias já atingiu a consistência de geléia e está pronta a comer.
Já experimentei a minha numas torradinhas e está boa, muito embora, por não ser muito gulosa, na próxima vez vou experimentar com uma menor proporção de açúcar.
Penso que a jabuticaba pode ser substituída pela uva na confecção de geléia, pois já comi uma feita por uma das minhas tias (Alice) que estava uma delícia!
sábado, 14 de maio de 2011
Jabuticaba
Quase metade das árvores do nosso pequeno pomar são jabuticabeiras e, confesso a minha ignorância, da primeira vez que visitei a casa pensei que as bolinhas escuras no tronco eram alguma espécie de parasita. Foi assim que o meu primeiro encontro com as jabuticabas foi dominado pelo equívoco e pelo preconceito europeu que frutos de boa índole não vão crescendo pelo troco abaixo. Isso é coisa de fungo e de parasita que, apesar de poder ser bonito à vista, o mais certo é ser venenoso ou, pelo menos, de gosto desagradável e impróprio para comer. Estava errada e ainda bem, que não é conclusão a que, pela minha maneira de ser, eu chegue muitas vezes.
Na jabuticabeira, as pequenas flores brancas e, mais tarde, os frutos nascem em aglomerados no troco e nos ramos, dando-lhe um aspecto inusitado (aos olhos de uma europeia)! Quando maduras, as jabuticabas apresentam uma coloração que vai duma cor de vinho bem escura ao negro e o tamanho aproximado de uma cereja. A sua polpa é branca e doce, e o único caroço é volumoso. O fruto é rico em ferro, fósforo e vitamina C, sendo habitualmente comido crú, em geleia, licor ou, após fermentação, numa espécie de vinho (a jabuticaba também é conhecida como uva do Brasil).
O acompanhar do crescimento das jabuticabas e, nos últimos fins de semana, a sua apanha, tem contribuído para alguns momentos divertidos em família, e para além de as comermos ao natural estamos a explorar algumas possibilidades com este fruto que, de tempos a tempos, nos enche o quintal.
A primeira aplicação foi na preparação de um sumo (suco) para acompanhar a refeição. Jabuticabas, água e açúcar no liquidificador, após o que coei a polpa. Fica um sumo refrescante, doce mas adstringente, com um travo ácido no fundo que é bastante agradável. Faz lembrar o sumo de româ. O licor (em jeito de ginginha) já está a "marinar" no frasco e daqui a umas semanas darei conta de como correu. Se conhecerem outras formas de aproveitar as jabuticabas ficarei muito contente das cohecer.
Na jabuticabeira, as pequenas flores brancas e, mais tarde, os frutos nascem em aglomerados no troco e nos ramos, dando-lhe um aspecto inusitado (aos olhos de uma europeia)! Quando maduras, as jabuticabas apresentam uma coloração que vai duma cor de vinho bem escura ao negro e o tamanho aproximado de uma cereja. A sua polpa é branca e doce, e o único caroço é volumoso. O fruto é rico em ferro, fósforo e vitamina C, sendo habitualmente comido crú, em geleia, licor ou, após fermentação, numa espécie de vinho (a jabuticaba também é conhecida como uva do Brasil).
O acompanhar do crescimento das jabuticabas e, nos últimos fins de semana, a sua apanha, tem contribuído para alguns momentos divertidos em família, e para além de as comermos ao natural estamos a explorar algumas possibilidades com este fruto que, de tempos a tempos, nos enche o quintal.
A primeira aplicação foi na preparação de um sumo (suco) para acompanhar a refeição. Jabuticabas, água e açúcar no liquidificador, após o que coei a polpa. Fica um sumo refrescante, doce mas adstringente, com um travo ácido no fundo que é bastante agradável. Faz lembrar o sumo de româ. O licor (em jeito de ginginha) já está a "marinar" no frasco e daqui a umas semanas darei conta de como correu. Se conhecerem outras formas de aproveitar as jabuticabas ficarei muito contente das cohecer.
terça-feira, 10 de maio de 2011
A Chita Brasileira
Hoje não vou falar-vos de receitas e ingredientes, mas de ideias para a decoração da mesa e da casa. Conforme procuro conhecer os produtos locais quando é hora de cozinhar, também estou atenta ao que aqui se pode encontrar quando chega o momento de arranjar a mesa ou decorar a casa. Foi assim que descobri a Chita ou Chitão Brasileiro.
A Chita veio para o Brasil no início do Século XIX, com os europeus que para aqui emigraram. Com o início da sua produção no próprio país, o preço baixou e o tecido popularizou-se, transformando-se num dos ícones da identidade nacional. Hoje em dia podemos vê-lo nas festas populares, como as festas juninas (festas dos Santos Populares, em Junho), mas também começa a ser utilizado em decoração, surgindo com cada vez maior frequência em revistas de referência deste sector. As suas estampas coloridas e de inspiração tropical, alegram a decoração de espaços exteriores, de mesas e de eventos aos quais se quer dar uma nota de Brasileirismo.
Há algumas semanas, quando convidámos uns amigos para uma feijoada, resolvi improvisar uns individuais de chita (as minhas coisas ainda estavam algures no Atlântico!). Comprei o tecido e linha de bordar contrastante e, com uns pontos largos, fiz a bainha. Ficou alegre e combinou bem com a feijoada e as caipirinhas.
A Chita veio para o Brasil no início do Século XIX, com os europeus que para aqui emigraram. Com o início da sua produção no próprio país, o preço baixou e o tecido popularizou-se, transformando-se num dos ícones da identidade nacional. Hoje em dia podemos vê-lo nas festas populares, como as festas juninas (festas dos Santos Populares, em Junho), mas também começa a ser utilizado em decoração, surgindo com cada vez maior frequência em revistas de referência deste sector. As suas estampas coloridas e de inspiração tropical, alegram a decoração de espaços exteriores, de mesas e de eventos aos quais se quer dar uma nota de Brasileirismo.
Há algumas semanas, quando convidámos uns amigos para uma feijoada, resolvi improvisar uns individuais de chita (as minhas coisas ainda estavam algures no Atlântico!). Comprei o tecido e linha de bordar contrastante e, com uns pontos largos, fiz a bainha. Ficou alegre e combinou bem com a feijoada e as caipirinhas.
sábado, 7 de maio de 2011
Nhoques de Pinhão
Sempre que visito um novo país, procuro conhecer a sua cozinha típica, os ingredientes utilizados e, quando possível, comprar alguns e trazer para casa para utilizar nas receitas. Gosto também de comprar um livro de receitas locais, do qual sempre consigo eleger uma ou outra que faço com regularidade. Tenho, por exemplo, um bolo de iogurte, retirado de um livro de receitas grego que comprei (há muitos anos) quando lá estive em Lua de Mel!
A residir agora no Brasil, este interesse pelo que se come neste país e pelo que podemos encontrar nos mercados ganha outra dimensão. É destas descobertas que vos irei dando conta nesta "cozinha" que já me parece meio brasileira meio portuguesa.
Há dias falei-vos do Pinhão e do meu projecto de pôr em prática uma receita de Nhoques de Pinhão que encontrei num site. Dada a quantidade de pinhão que tinha, tive de fazer algumas adaptações. De qualquer modo o resultado final agradou a quem comeu e assim que volte a encontrar à venda irei comprar para tornar a fazer.
Ingredientes:
(Para o Nhoque)
200 g de pinhão
200 g de batata
100 g de farinha
1 gema
1 colher de margarina
(Para o Molho)
250 g de natas / creme de leite
1 colher de margarina
1 colher de farinha
leite qb
sal e pimenta qb
noz moscada, ralada na altura qb
queijo parmesão, ralado na altura, a gosto
Cozer o pinhão em água e sal na panela de pressão. Uma vez cozido e arrefecido, descascar e moer no processador de alimentos. Descascar e cozer a batata em água e sal e esmagar. Aqui uso uma espécie de espremedor de batata. Pode ser também utilizado um Passe-vite. A utilização do liquidificador ou varinha mágica deixa a batata com uma consistência desagradável (parece cola!).
Juntar os diversos ingredientes numa taça grande e amassar com as mãos, misturando bem. Pode ser necessário ir acrescentando mais farinha, até que a massa comece a desgrudar das mãos e da taça. Vão-se tirando pedaços de massa e fazendo rolinhos, com cerca de 1,5 cm de diâmetro. Cortar os rolinhos com uma tesoura de cozinha, formando os nhoques.
Colocar ao lume uma panela com água temperada de sal. Quando a água estiver a ferver, colocar os nhoques. Quando estes subirem para o cimo, retirar com uma escumadeira e reservar. Cozer uma porção de cada vez para que fiquem no ponto.
Para o molho iniciei como se fosse um Molho Béchamel, cozendo a farinha na manteiga derretida e depois acrescentando aos poucos o leite, até formar um creme branco espesso. No lugar de continuar a acrescentar leite, juntei as natas (creme de leite), mexendo sempre e, quando atingiu a consistência desejada, temperei de sal, pimenta, noz moscada e raspas de queijo parmesão.
O sabor do molho com queijo faz um bom contraste com o sabor dos nhoques. No entanto, da próxima vez irei experimentar com molho à base de tomate. Desta vez servi com frango desfiado e aquecido em azeite (sobra da refeição anterior), mas penso que será um bom acompanhamento para uns medalhões de lombo (filé mignon).
Em Portugal, onde será diífcil encontrar este tipo de pinhão, pode tentar-se esta receita com castanha, cujo sabor, quando cozida, é bastante parecido. É uma boa alternativa para uma refeição de outono, saborosa e reconfortante!
A residir agora no Brasil, este interesse pelo que se come neste país e pelo que podemos encontrar nos mercados ganha outra dimensão. É destas descobertas que vos irei dando conta nesta "cozinha" que já me parece meio brasileira meio portuguesa.
Há dias falei-vos do Pinhão e do meu projecto de pôr em prática uma receita de Nhoques de Pinhão que encontrei num site. Dada a quantidade de pinhão que tinha, tive de fazer algumas adaptações. De qualquer modo o resultado final agradou a quem comeu e assim que volte a encontrar à venda irei comprar para tornar a fazer.
Ingredientes:
(Para o Nhoque)
200 g de pinhão
200 g de batata
100 g de farinha
1 gema
1 colher de margarina
(Para o Molho)
250 g de natas / creme de leite
1 colher de margarina
1 colher de farinha
leite qb
sal e pimenta qb
noz moscada, ralada na altura qb
queijo parmesão, ralado na altura, a gosto
Cozer o pinhão em água e sal na panela de pressão. Uma vez cozido e arrefecido, descascar e moer no processador de alimentos. Descascar e cozer a batata em água e sal e esmagar. Aqui uso uma espécie de espremedor de batata. Pode ser também utilizado um Passe-vite. A utilização do liquidificador ou varinha mágica deixa a batata com uma consistência desagradável (parece cola!).
Juntar os diversos ingredientes numa taça grande e amassar com as mãos, misturando bem. Pode ser necessário ir acrescentando mais farinha, até que a massa comece a desgrudar das mãos e da taça. Vão-se tirando pedaços de massa e fazendo rolinhos, com cerca de 1,5 cm de diâmetro. Cortar os rolinhos com uma tesoura de cozinha, formando os nhoques.
Colocar ao lume uma panela com água temperada de sal. Quando a água estiver a ferver, colocar os nhoques. Quando estes subirem para o cimo, retirar com uma escumadeira e reservar. Cozer uma porção de cada vez para que fiquem no ponto.
Para o molho iniciei como se fosse um Molho Béchamel, cozendo a farinha na manteiga derretida e depois acrescentando aos poucos o leite, até formar um creme branco espesso. No lugar de continuar a acrescentar leite, juntei as natas (creme de leite), mexendo sempre e, quando atingiu a consistência desejada, temperei de sal, pimenta, noz moscada e raspas de queijo parmesão.
O sabor do molho com queijo faz um bom contraste com o sabor dos nhoques. No entanto, da próxima vez irei experimentar com molho à base de tomate. Desta vez servi com frango desfiado e aquecido em azeite (sobra da refeição anterior), mas penso que será um bom acompanhamento para uns medalhões de lombo (filé mignon).
Em Portugal, onde será diífcil encontrar este tipo de pinhão, pode tentar-se esta receita com castanha, cujo sabor, quando cozida, é bastante parecido. É uma boa alternativa para uma refeição de outono, saborosa e reconfortante!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O Pinhão
Aqui no Brasil, o termo Pinhão refere-se às sementes da Araucaria (Araucaria angustifolia), também conhecida como Pinheiro-do-Pará. A origem desta conífera, que pode atingir mais de 50 metros de altura e os 500 anos de idade, remonta a mais de 200 milhões de anos. Sendo uma espécie ameaçada - encontra-se em perigo crítico de extinsão - é alvo de protecção legal. Contudo, não obstante ser uma espécie protegida desde o Sec. XVIII, julga-se que das áreas de floresta de Araucária originais no Brasil, restará hoje apenas cerca de 1%.
A Araucária apresenta uma forma característica, parecendo uma taça ou umbela, e ainda pode ser encontrada nos estados do Sul e do Sudoeste do país. Nós encontrámos uma no nosso jardim! É uma árvore belíssima e imponente, que estende a sua sombra sobre o pomar e onde inúmeras aves encontram abrigo e local para fazer os seus ninhos.
Nos meses de Maio e Junho, com o final do Outono, surgem no mercado os Pinhões. Quando vi estas sementes pela primeira vez, logo comprei algumas e procurei descobrir o que eram e o que poderíamos fazer com elas. Bem diferentes do nosso pinhão, terão certamente outras aplicações e formas de cozinhar.
Usualmente, o pinhão é cozido em água para a utilização em diversas preparações, ou assado diretamente na chapa do fogão. As duas principais receitas tradicionais na qual se utiliza o pinhão são a paçoca de pinhão (pinhão cozido e moído, misturado com carne seca) e o entrevero (um cozido de verduras e carnes acompanhados de pinhão). Resolvi procurar outras alternativas para preparar os pinhões que comprei e encontrei uma receita de Nhoque de Pinhão do Restaurante Armazém Italiano do no site INCorporativa que irei experimentar amanhã para o almoço.
A Araucária apresenta uma forma característica, parecendo uma taça ou umbela, e ainda pode ser encontrada nos estados do Sul e do Sudoeste do país. Nós encontrámos uma no nosso jardim! É uma árvore belíssima e imponente, que estende a sua sombra sobre o pomar e onde inúmeras aves encontram abrigo e local para fazer os seus ninhos.
Nos meses de Maio e Junho, com o final do Outono, surgem no mercado os Pinhões. Quando vi estas sementes pela primeira vez, logo comprei algumas e procurei descobrir o que eram e o que poderíamos fazer com elas. Bem diferentes do nosso pinhão, terão certamente outras aplicações e formas de cozinhar.
Usualmente, o pinhão é cozido em água para a utilização em diversas preparações, ou assado diretamente na chapa do fogão. As duas principais receitas tradicionais na qual se utiliza o pinhão são a paçoca de pinhão (pinhão cozido e moído, misturado com carne seca) e o entrevero (um cozido de verduras e carnes acompanhados de pinhão). Resolvi procurar outras alternativas para preparar os pinhões que comprei e encontrei uma receita de Nhoque de Pinhão do Restaurante Armazém Italiano do no site INCorporativa que irei experimentar amanhã para o almoço.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Bolo de Citrinos
Uma fatia de bolo quando chegamos a casa é sempre um conforto! E, quando estamos longe dos nossos amigos e da nossa família, ter algo doce por perto pode fazer-nos sentir um pouco melhor. Para não me sentir culpada, esta semana não fiz um bolo de chocolate (que são os meus favoritos) e inspirada por várias receitas que já tinha lido e pelos ingredientes disponíveis, resolvi fazer um bolo de citrinos. Consoante os gostos de cada um, podem optar pelo limão ou pela lima, se gostarem de um sabor mais ácido, ou pela laranja se penderem mais para o doce.
Como temos duas árvores cheias de frutos maduros, decidi experimentar a fazer o bolo com limão caipira e com limão galego. Ambos são uma espécie de limas, enquanto o primeiro é mais achatado e cor de laranja, parecendo uma tangerina, o segundo é verde escuro e, quando bem maduro, com zonas mais amareladas. Encontrei um post com informação muito detalhada e interessante sobre estes limões, inclusivé com os nomes que têm nas diferentes partes do país. Vale a pena clicar no Blog da Neide Rigo - Come-se - e ler o que ela tem a dizer sobre estes limões que já não aparecem nos mercados, mas que ainda despertam as lembranças de infância de muitos brasileiros.
Ingredientes:
3 ovos
150 g de açúcar
150 g de margarina
150 g de farinha com fermento (ou juntar fermento químico na quantidade indicada)
50 g de amêndoas moídas (depois de peladas)
Raspa de um limão
Sumo de dois limões
4 colheres de sopa de açúcar
Para decorar: casca e sumo de um limão ou laranja, açúcar qb
Bater os ovos com o açúcar, a margarina à temperatura ambiente e as raspas do limão, até formar um creme esbranquiçado. Juntar a amêndoa moida. Eu gosto de pelar as amêndoas na altura, escaldando-as com água a ferver, e moê-las depois num processador de alimentos. Por fim, misturar a farinha com o fermento, já sem bater muito. Colocar numa forma untada e polvilhada com farinha. É melhor escolher uma forma que não seja muito grande pois o bolo é pequeno. Levar a cozer em forno médio-alto.
Uma vez cozido, antes de desenformar, picar o bolo com um palito ou agulha de tricot e molhar com uma calda feita ao lume, contendo o sumo de dois limões e três ou quatro colheres de açúcar, consoante o gosto. Eu usei o sumo de um limão caipira e dum limão galego. Se preferir algo menos ácido, pode optar pela laranja.
Para decorar, cortei tiras finas da casca do limão que cozi em água e depois misturei com sumo e açúcar até ficar quase seco e com um ar caramelizado e brilhante. Enfeitei o cimo do bolo com este doce e polvilhei com açúcar. Para os mais gulosos, podem aumentar a porção de açúcar na calda ou não a colocar de todo.
Para todos, bom apetite!
Como temos duas árvores cheias de frutos maduros, decidi experimentar a fazer o bolo com limão caipira e com limão galego. Ambos são uma espécie de limas, enquanto o primeiro é mais achatado e cor de laranja, parecendo uma tangerina, o segundo é verde escuro e, quando bem maduro, com zonas mais amareladas. Encontrei um post com informação muito detalhada e interessante sobre estes limões, inclusivé com os nomes que têm nas diferentes partes do país. Vale a pena clicar no Blog da Neide Rigo - Come-se - e ler o que ela tem a dizer sobre estes limões que já não aparecem nos mercados, mas que ainda despertam as lembranças de infância de muitos brasileiros.
Ingredientes:
3 ovos
150 g de açúcar
150 g de margarina
150 g de farinha com fermento (ou juntar fermento químico na quantidade indicada)
50 g de amêndoas moídas (depois de peladas)
Raspa de um limão
Sumo de dois limões
4 colheres de sopa de açúcar
Para decorar: casca e sumo de um limão ou laranja, açúcar qb
Bater os ovos com o açúcar, a margarina à temperatura ambiente e as raspas do limão, até formar um creme esbranquiçado. Juntar a amêndoa moida. Eu gosto de pelar as amêndoas na altura, escaldando-as com água a ferver, e moê-las depois num processador de alimentos. Por fim, misturar a farinha com o fermento, já sem bater muito. Colocar numa forma untada e polvilhada com farinha. É melhor escolher uma forma que não seja muito grande pois o bolo é pequeno. Levar a cozer em forno médio-alto.
Uma vez cozido, antes de desenformar, picar o bolo com um palito ou agulha de tricot e molhar com uma calda feita ao lume, contendo o sumo de dois limões e três ou quatro colheres de açúcar, consoante o gosto. Eu usei o sumo de um limão caipira e dum limão galego. Se preferir algo menos ácido, pode optar pela laranja.
Para decorar, cortei tiras finas da casca do limão que cozi em água e depois misturei com sumo e açúcar até ficar quase seco e com um ar caramelizado e brilhante. Enfeitei o cimo do bolo com este doce e polvilhei com açúcar. Para os mais gulosos, podem aumentar a porção de açúcar na calda ou não a colocar de todo.
Para todos, bom apetite!
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