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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Iogurte de Baunilha

A velha iogurteira não pára e temos estado apostados em experimentar todos os sabores que nos vêm à cabeça!

As inspirações são diversas e no caso deste iogurte de baunilha, o mote (e os potinhos!) foi dado por uns deliciosos iogurtes que comemos quando estivemos recentemente em Paris.




O sabor delicado da baunilha e o contraste das sementes negras no creme claro cativaram-me. Por outro lado, os potes escuros fizeram-me logo pensar nas fotos que iria tirar para este post e há semanas que andava a planear estes iogurtes tão especiais.





Ingredientes:
1 l de leite (ou 8 dl, consoante a capacidade dos copos da iogurteira)
1 iogurte natural
2 colheres de leite em pó
4 colheres de sopa de açúcar
1 vagem de baunilha


Colocar os frascos da iogurteira a esterilizar, fervendo-os. Abrir a vagem de baunilha longitudinalmente e raspar as sementes que se encontram no seu interior. Juntar ao leite a que já se adicionou o açúcar. Colocar também a vagem de baunilha no leite e levar a aquecer até levantar fervura. Deixar arrefecer o leite até cerca de 50º C. Misturar o iogurte natural com o leite em pó e, progressivamente, adicionar o leite ao qual se retirou a vagem de baunilha, misturando bem. Deitar esta mistura nos frascos previamente esterilizados. Fechar os frascos e colocar na iogurteira durante cerca de oito horas. Uma vez passado o tempo de fermentação, deixar arrefecer e colocar no frigorífico.





Agora, deliciemos-nos!

Bom apetite.
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um Chocolate Quente... Muito Quente!




Aquela era a hora a que se levantava o vento. O sol escaldante até aí, escondia-se atrás das nuvens que se acumulavam, enormes e cor de chumbo. O dia arrefecia e escurecia antes de tempo e, ao longe, ouvia-se o ribombar dos trovões.

Era a estação das águas e, cada dia, à canícula sucedia-se o dilúvio.

Era a hora em que sabia bem ficar em casa no aconchego. Sucumbir ao conforto de uma bebida quente e à leitura de um livro. Mergulhar nas histórias de outras gentes, outros tempos e outros lugares.

Há quase um ano que se mudara para aquele lugar, do outro lado do mundo, para uma terra cor de esmeralda. Sentia a saudade do que deixara e o fascínio das coisas novas que encontrara.

Esta era a terra do chocolate, do café e dos chiles, do doce, do amargo e do picante, tal como era do sol, da chuva e do trovão...

Agora era a hora de ficar a ver as bátegas e os raios cair lá fora, enquanto saboreava o chocolate quente.




Ingredientes:
2 chávenas de leite
1/2 vagem de baunilha
1/2 pau de canela
1 malagueta (chile)
100 g de chocolate negro (mínimo 70% de cacau)

Natas batidas
Açúcar amarelo ou demerara
Raspas de chocolate, cacau em pó ou canela, para decorar
Rum, Cognac ou Amaretto, para aromatizar

Colocar o leite, a vagem de baunilha (aberta ao meio e com as sementes raspadas), a canela e a malagueta (cortar ao meio e deitar fora as sementes para não ficar demasiado picante), em lume brando e deixar aquecer até fervilhar, permanecendo assim por cerca de um minuto. Juntar o chocolate em pedaços e mexer até que derreta. Retirar do lume e reservar durante cerca de 10 minutos para que os diversos aromas se libertem e fundam. Retirar a vagem de baunilha, a canela e o resto da malagueta. Voltar a levar ao lume e deixar levantar fervura. Servir em chávenas ou canecas. No meu caso não acrescentei açúcar, mas se acharem demasiado amargo podem acrescentar açúcar a gosto.

Consoante os gostos, pode aromatizar com uma colher de chá (ou mais!) de uma bebida alcoólica. Para manter o espírito latino-americano, optei por um rum envelhecido (mais parece cognac!).  Pode ser tomado simples ou com natas batidas, decoradas com raspas de chocolate, com cacau em pó ou com canela.



Esta receita segue, de forma aproximada, a sugerida por Joanne Harris no seu livro The French Kitchen e que pode ser encontrada aqui. Quem leu os romances Chocolate e Sapatos de Rebuçado, e se encantou  com as receitas de Vianne, certamente se lembra do seu chocolate quente. Também ela era a mulher levada pelo vento para terras diferentes e distantes...

O post de hoje, com a sua receita e a pequena história (não totalmente fictícia!) no início, reflecte a participação do Cravo e Canela no evento Chocolate e Picante: um desafio de receitas com histórias dentro, que nos foi lançado pela Suzana do blog Gourmets Amadores. Este desafio surge na sequência do recente lançamento do livro Picante, pela editora Casa das Letras, que se vem juntar ao já publicado Chocolate, na apresentação de histórias, de diversos autores nacionais, onde os sabores, tal como as emoções, fazem parte da história. Há combinação melhor?




Espero que gostem, da história, da receita e dos livros!

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Fontane & Gelati #1 | Gelado de Baunilha junto à Fontana delle Tartarughe

No quente Verão Romano há duas maneiras de nos refrescarmos: estarmos junto das fontes e comendo gelados. Enquanto as primeiras amenizam o calor pela água corrente, onde podemos molhar as mãos (mas jamais tomar banho!) e cujo som parece fazer descer a temperatura, os segundos deliciam-nos e são um verdadeiro colírio nas tardes quentes da cidade.

Tanto umas como os outros são uma verdadeira festa para os sentidos: as esculturas belas e fantasiosas, os sabores diversos e cremosos deixaram-me encantada e desenharam um dos desafios culinários que coloquei a mim própria, assim como a ideia de um conjunto de posts dedicados a estes deuses da frescura. Se me propus, até ao final deste ano, trabalhar afincadamente na realização de gelados, pensei também em apresentar-vos os meus resultados sempre a par de uma bela fonte romana. Surgiram assim os Fontane & Gelati.



Hoje proponho-vos degustar um Gelado de Baunilha na Piazza Mattei, junto à Fontana delle Tartarughe. É uma fonte belíssima, numa pequena praça pouco movimentada. Tem uma história curiosa, uma vez que não foi construída no local para onde inicialmente tinha sido planeada. Por outro lado, as tartarugas que lhe dão nome não fazem parte do desenho inicial, tendo sido acrescentadas décadas depois, aquando de um restauro.



O gelado de baunilha, segundo se diz, deve ser o primeiro que aprendemos a fazer. Para mim seria sempre uma boa opção, pois todos cá em casa adoram este sabor. Para a sua realização inspirei-me numa receita do Jamie Oliver, muito embora tenha feito algumas alterações (na verdade eu nunca consigo seguir uma receita à risca! Freud talvez explique...), nomeadamente trocar o açúcar baunilhado por açúcar e vagem de baunilha.

Ingredientes:
3 gemas
100 g de açúcar
1 vagem de baunilha
250 ml de leite
300 ml de natas

Batem-se as gemas com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Abre-se a vagem de baunilha ao meio e raspa-se a polpa que se acrescenta à mistura anterior. Leva-se o leite a aquecer com a vagem de baunilha a que já se retirou o interior. Depois do leite quente, mistura-se lentamente e mexendo sempre aos ovos e açúcar batidos. Depois de tudo incorporado, reserva-se e deixa-se arrefecer. Batem-se as natas para engrossar e quando o creme estiver frio misturam-se bem. Leva-se a congelar e, caso não se tenha uma sorveteira, deve retirar-se do congelador (freezer) de 2 em duas horas para mexer bem de forma a que não se formem cristais de gelo, garantindo a cremosidade do gelado.



Como na rua perto de nossa casa há uma amoreira, fui apanhar algumas bagas e servi o gelado acompanhado das amoras. Adoro a combinação do ácido da amora com o doce do creme de baunilha!



Bom apetite!
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