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sábado, 24 de agosto de 2013
Ponto Cruz Perfumado 2
Agora que encontrei o caminho de volta para o Ponto Cruz tenho feito pequenos trabalhos. Coisas feitas com carinho para dar aqueles que gosto, tal como esta pequena almofada perfumada que bordei, antes de ir de férias, para oferecer à minha mãe.
O desenho foi copiado, ponto a ponto a partir de uma foto que encontrei na internet, pois não havia esquema, e depois de cozida, a almofada foi debruada com um simples ponto de crochet. Para fazer o debrum de renda, primeiro faz-se uma caseado largo com agulha de cozer, no qual se vão fazer os pontos curtos e as argolinhas de crochet com a agulha de renda.
Tal como a outra almofada perfumada que vos mostrei, o enchimento inclui flores de alfazema, o que as torna maravilhosas para colocar nas gavetas de roupa. É simples, fácil e o efeito é bem bonito, não acham?
(English)
Now that I found my way back to cross-stitch, I have done some small works. Things made with love to give those people I like, as this small fragrant pillow stitched, before going on holiday, to offer to my mother.
The design was copied, point by point from a photo I found on the internet, as there was no scheme, and when finished, was trimmed with a simple crochet stitch.
Like the other scented pillow that I showed you, the filling includes lavender flowers, which makes them wonderful to put in the laundry drawers and closets. It's simple, easy and the effect is very beautiful, don't you think?
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Açúcar de Alfazema e um Passeio pela Île de La Cité, Paris
Quase a partir de férias outra vez e dei-me conta que não publiquei nada sobre a viagem que fizemos a Paris em Julho passado. Vou pensando que receita fazer para cada parte da cidade, vou adiando, ou esquecendo e, não tão de repente assim, quase passou um ano... Por que se faz tarde, convido-vos a visitar comigo a Cidade Luz (que nessa semana estava um pouco enublada), os seus recantos e as suas inspirações para a cozinha do Cravo & Canela.
Não há como ir a Paris e não ir à Île de la Cité. É nesta ilha em forma de barco, encalhado no meio do Sena, que residem as origens da cidade. Habitada há mais de 2000 anos, os seus monumentos mais emblemáticos são, todavia, do período gótico.
Em primeiro lugar, Notre Dame, a grande catedral medieval visitada por milhares de turistas, com os seus magníficos arcobotantes, com os belos vitrais e rosácea e com as enigmáticas gárgulas.
E, para mim ainda mais bela e fascinante, a Saint-Chapelle é um verdadeiro milagre de luz e de cor!
Imperdível é também um passeio pelo Marché aux Fleurs et Oiseaux, onde as tendas de vendas de flores, de artigos para jardim e de decoração enchem tudo de cor.
Sendo um produto tradicional da França (especialmente da Provença) por todo o lado se encontra alfazema ou produtos feitos à base desta planta. E é precisamente a alfazema que serve de mote e inspiração à receita de hoje. Um açúcar de alfazema, para ter em casa ou para oferecer. É simples e fácil de fazer, com um efeito fantástico e aplicações variadas.
Pode ser usado para adoçar limonada ou chá, para polvilhar fruta fresca ou gelados, para enriquecer bolachinhas de limão ou cookies de pepitas de chocolate, ou tão somente para cheirar e sentir o aroma dos campos de alfazema!
Ingredientes:
1 chávena de açúcar granulado (cristal)
1 colher de sopa de flores de alfazema (para fins alimentares)
Misturar bem o açúcar com a alfazema. Pode passar no processador de alimentos para ficar mais fino. Eu não fiz isso, porque gosto de ver bem as flores no açúcar. Guardar num frasco fechado durante uma semana antes de usar.
É tão fácil de preparar e pode ser uma prenda que a maior parte das amigas irão gostar. Afinal o Home Made With Love não podia estar mais na ordem do dia e tem, como sempre teve, um significado muito especial!
terça-feira, 18 de junho de 2013
Ponto Cruz Perfumado
Há anos que não fazia nada em ponto cruz, mas o aniversário de uma amiga foi pretexto para bordar e cozer esta almofada de alfazema para perfumar as gavetas.
Um tema floral bem singelo, numa única cor, a combinar com a decoração do seu quarto. A inspiração e o esquema de pontos foi encontrada no blog da Luli, uma italiana que faz uns trabalhos bem bonitos e cujas fotos nos dão logo vontade de ir à procura de tecido, agulha e linhas e por as mãos à obra.
As flores são fáceis e rápidas de bordar e, uma vez o ponto cruz terminado, resta cozer a almofada pelo avesso, deixando uma abertura para colocar o enchimento. Usei sumaúma sintética e flores de alfazema, para um toque perfumado natural!
Cozi cuidadosamente a abertura e rematei com um pequeno laço de cetim, guarnecido com um guizo, para dar um ar diferente.
Acho que a minha amiga gostou!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Mais uma Manta "de Velha"...
O filhote fez quinze anos a semana passada e a prenda prometida era uma manta "de velha" a preceito. Sim, porque já tem idade para ter a sua própria manta em tamanho XL que as de criança, já mal tapam as pernas. E apesar de não ser uma prenda muito convencional para um jovem de quinze anos ele adorou recebê-la e está a dar-lhe bom uso.
Consegui terminar na véspera do aniversário, depois de quase dois meses de crochet diário para cumprir com a meta estipulada. O sentimento de missão cumprida a a visão do filhote(ão) com a sua manta enchem-me o coração!
Optei pelas cores do quarto, que evoca terras africanas, em tons terra e laranja. Com uns quadros do IKEA e umas fotos de animais retiradas dum calendário do National Geographic está criado o ambiente dum acampamento na savana.
A manta, aos pés da cama, acrescenta conforto e está sempre pronta para um aconchego enquanto se vê um filme ou se lê um livro antes de dormir.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Xmas Time - Handmade With Love
Já comecei a fazer as lembranças para levar para amigas e familiares na minha viagem a Portugal, durante o próximo mês. São pequenas prendas de Natal, úteis, feitas artesanalmente e com muito carinho para algumas das pessoas de quem sinto tanta falta!
Este ano optei por umas pegas em crochet com aplicações em feltro e tecido. Afinal quero que as minhas amigas cozinhem e não queimem as suas mãos. Aqui no Cravo & Canela prezamos muito a segurança no local de trabalho!
Trabalhei com cores vivas e alegres e com a aplicação de motivos singelos de flores, corações e pássaros, pespontados de forma rústica e contrastante. Acho que ficaram bonitos e são bem resistentes para não deixarem passar o calor.
Espero que elas gostem!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
É Oficial... Estou Velha!
É oficial... estou velha!
Sim, fiz a minha primeira manta de crochet e, segundo o meu filho, esse é um sinal indiscutível de velhice. São as avós e as bisas que fazem mantas. As que ele tem de bebé foram feitas pela tia-bisavó Bárbara, quando já tinha noventa e muitos anos (perfeitas!). Portanto, é certo, ontem, com o último ponto na manta, entrei oficialmente na terceira idade.
Feita a primeira, a experiência foi tão gratificante que, passado mais o calor do Verão, já tenho projectos para fazer mais duas ou três!
Esta foi feita para o quarto de hóspedes. A próxima já foi prometida para o filhote e também gostaria de fazer uma para mim... ver um filme com uma mantinha nas pernas, quando o tempo refresca, sabe mesmo bem.
Só me resta decidir se a coloco sobre a cama ou no sofá...
Entretanto, enquanto decido, tenho-a por perto, não vá fazer alguma noite de Primavera mais fresca!
Sim, fiz a minha primeira manta de crochet e, segundo o meu filho, esse é um sinal indiscutível de velhice. São as avós e as bisas que fazem mantas. As que ele tem de bebé foram feitas pela tia-bisavó Bárbara, quando já tinha noventa e muitos anos (perfeitas!). Portanto, é certo, ontem, com o último ponto na manta, entrei oficialmente na terceira idade.
Feita a primeira, a experiência foi tão gratificante que, passado mais o calor do Verão, já tenho projectos para fazer mais duas ou três!
Esta foi feita para o quarto de hóspedes. A próxima já foi prometida para o filhote e também gostaria de fazer uma para mim... ver um filme com uma mantinha nas pernas, quando o tempo refresca, sabe mesmo bem.
Só me resta decidir se a coloco sobre a cama ou no sofá...
Entretanto, enquanto decido, tenho-a por perto, não vá fazer alguma noite de Primavera mais fresca!
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Camisal ou Avental?
Eu gosto de aventais!
Na verdade nem sempre uso e é raro sujar-me na cozinha, mas, a par de outras roupas, sapatos e malas... gosto de aventais!
Além disso, gosto de aproveitar o que pode ser aproveitado, estimar as coisas e guardá-las para um dia que façam falta. Apesar de dever confessar que encontrei há pouco tempo meia embalagem de serpentinas que me deram quando tinha sete anos (e, por favor, não me perguntem há quantos anos isso foi...), não sou daquelas pessoas que aparecem nos programas de TV americanos, com as casas cheias de coisas até ao tecto. Apenas guardo aquilo que me pode vir a fazer jeito mais tarde. E, nestas coisas, sempre há uma serpentina ou outra que sobrevive a dezenas de carnavais!
Não foi o caso desta camisa do maridão que, ainda mal tinha sido usada ficou com umas manchas irremovíveis nas costas e numa manga. O tecido era de qualidade, estava novo e logo pensei que havia de fazer alguma coisa com ele. Pouco tempo depois, dei com uma foto na internet onde se via um varal de aventais feitos a partir de camisas. Aí estava o seu destino, traçado e anunciado numa rede social: A camisa do trabalho do marido, estava prestes a transformar-se num modelito de trabalho da sua fada do lar!
Ingredientes:
1 camisa do maridão (as nossas podem tender a ser demasiado pequenas!)
15 cm de tecido em cor contrastante, para o bolso (facultativo)
4 m de fita de viés
Linhas de cozer nas cores correspondentes
botões de fantasia (facultativo)
Giz de costura, alfinetes, tesoura, agulha de cozer, máquina de costura
Cortar a parte da frente da camisa junto às costuras laterais, às cavas, aos ombros e à gola, ficando com uma peça de tecido abotoada ao meio (manter abotoada!). Em cima (lado do decote), traçar um risco horizontal, aproveitando a maior altura possível, para acertar o topo do peitilho do avental. Colocar na sua frente e marcar a largura do peitilho e a altura da cintura.
Colocar sobre o tampo de uma mesa (ou tábua de passar a ferro) e traçar as cavas laterais do avental, com uma curva que vai do cimo do peitilho até à altura da cintura (de onde sai o atilho para as costas). Garantir que os cortes ficam bem simétricos. Cortar as bainhas de baixo da camisa e acertar a altura do avental.
Talhar o bolso no tamanho que preferir. Se for mais largo (como o da foto) para colocar ao centro do avental, se for um bolso mais pequeno, para colocar de lado. No caso de aplicar o bolso, pode aproveitar uma manga da camisa para cortar tiras de tecido (em viés) para guarnecer o bolso. Para isso, com a ajuda de uma régua, cortar tiras de tecido com a mesma largura (largura de régua) que depois une (na diagonal) para formar a fita de viés. Com o ferro de engomar, vinca as dobras laterais para ficarem como as de compra. Mais simples ainda, compra mais um pouco de fita já feita e debrua o bolso!
Chegou a altura de debruar o avental: começa pelo cimo do peitilho, debruando só essa pequena parte. Passa depois a contornar a parte debaixo do avental, debruando desde a cintura de um lado até à altura da cintura do outro. Em seguida cose essas fitas à máquina (eu como sou muito old school, ainda alinhavo tudo antes de cozer!!!). Em seguida passamos a debruar as cavas do avental. Deixar um pouco de fita que servirá para atar atrás, debruar a cava, deixar o suficiente para fazer a alça do avental que se passará pela cabeça, debruar a segunda cava e deixar outro tanto para o atilho desse lado. Tanto os atilhos como a alça também devem ser cozidos de forma a fechar a fita de viés.
Falta pregar o bolso e trocar os botões se preferirem. Para dar um ar brasileiro, substituí os botões simples da camisa por umas havaianas rosa choque! Uma versão mais económica passa por voltar a pregar os botões com uma linha na cor do debrum.
Espero que gostem desta ideia e que vos seja útil, quer para criar peças úteis para casa, tanto para a cozinha como por exemplo para as crianças usarem quando fazem trabalhos manuais e quem sabe até voltarem para o maridão, numa versão "do escritório para o churrasco!".
Na verdade nem sempre uso e é raro sujar-me na cozinha, mas, a par de outras roupas, sapatos e malas... gosto de aventais!
Além disso, gosto de aproveitar o que pode ser aproveitado, estimar as coisas e guardá-las para um dia que façam falta. Apesar de dever confessar que encontrei há pouco tempo meia embalagem de serpentinas que me deram quando tinha sete anos (e, por favor, não me perguntem há quantos anos isso foi...), não sou daquelas pessoas que aparecem nos programas de TV americanos, com as casas cheias de coisas até ao tecto. Apenas guardo aquilo que me pode vir a fazer jeito mais tarde. E, nestas coisas, sempre há uma serpentina ou outra que sobrevive a dezenas de carnavais!
Não foi o caso desta camisa do maridão que, ainda mal tinha sido usada ficou com umas manchas irremovíveis nas costas e numa manga. O tecido era de qualidade, estava novo e logo pensei que havia de fazer alguma coisa com ele. Pouco tempo depois, dei com uma foto na internet onde se via um varal de aventais feitos a partir de camisas. Aí estava o seu destino, traçado e anunciado numa rede social: A camisa do trabalho do marido, estava prestes a transformar-se num modelito de trabalho da sua fada do lar!
Ingredientes:
1 camisa do maridão (as nossas podem tender a ser demasiado pequenas!)
15 cm de tecido em cor contrastante, para o bolso (facultativo)
4 m de fita de viés
Linhas de cozer nas cores correspondentes
botões de fantasia (facultativo)
Giz de costura, alfinetes, tesoura, agulha de cozer, máquina de costura
Cortar a parte da frente da camisa junto às costuras laterais, às cavas, aos ombros e à gola, ficando com uma peça de tecido abotoada ao meio (manter abotoada!). Em cima (lado do decote), traçar um risco horizontal, aproveitando a maior altura possível, para acertar o topo do peitilho do avental. Colocar na sua frente e marcar a largura do peitilho e a altura da cintura.
Colocar sobre o tampo de uma mesa (ou tábua de passar a ferro) e traçar as cavas laterais do avental, com uma curva que vai do cimo do peitilho até à altura da cintura (de onde sai o atilho para as costas). Garantir que os cortes ficam bem simétricos. Cortar as bainhas de baixo da camisa e acertar a altura do avental.
Talhar o bolso no tamanho que preferir. Se for mais largo (como o da foto) para colocar ao centro do avental, se for um bolso mais pequeno, para colocar de lado. No caso de aplicar o bolso, pode aproveitar uma manga da camisa para cortar tiras de tecido (em viés) para guarnecer o bolso. Para isso, com a ajuda de uma régua, cortar tiras de tecido com a mesma largura (largura de régua) que depois une (na diagonal) para formar a fita de viés. Com o ferro de engomar, vinca as dobras laterais para ficarem como as de compra. Mais simples ainda, compra mais um pouco de fita já feita e debrua o bolso!
Chegou a altura de debruar o avental: começa pelo cimo do peitilho, debruando só essa pequena parte. Passa depois a contornar a parte debaixo do avental, debruando desde a cintura de um lado até à altura da cintura do outro. Em seguida cose essas fitas à máquina (eu como sou muito old school, ainda alinhavo tudo antes de cozer!!!). Em seguida passamos a debruar as cavas do avental. Deixar um pouco de fita que servirá para atar atrás, debruar a cava, deixar o suficiente para fazer a alça do avental que se passará pela cabeça, debruar a segunda cava e deixar outro tanto para o atilho desse lado. Tanto os atilhos como a alça também devem ser cozidos de forma a fechar a fita de viés.
Falta pregar o bolso e trocar os botões se preferirem. Para dar um ar brasileiro, substituí os botões simples da camisa por umas havaianas rosa choque! Uma versão mais económica passa por voltar a pregar os botões com uma linha na cor do debrum.
Espero que gostem desta ideia e que vos seja útil, quer para criar peças úteis para casa, tanto para a cozinha como por exemplo para as crianças usarem quando fazem trabalhos manuais e quem sabe até voltarem para o maridão, numa versão "do escritório para o churrasco!".
domingo, 23 de setembro de 2012
Uma Horta a Sul do Equador (9)
Manter uma horta de forma orgânica exige procurar alternativas aos adubos químicos. Nada como a tradição para encontrar soluções naturais. Hoje trago duas sugestões que contribuem para uma postura sustentável, aproveitando dois produtos de forma quase integral.
Aqui em casa, os ovos têm um aproveitamento 100%! Compramos ovos de galinhas do campo (caipiras) e guardamos as cascas para deitar na horta e no jardim. As cascas de ovo são ricas em cálcio, o que reduz o grau de acidez da terra e, assim, favorece o crescimento dos produtos hortícolas que, na sua maioria, tendem a desenvolver-se melhor em terrenos ligeiramente alcalinos.
A farinha de ovo pode ser espalhada na terra da horta, preferivelmente antes de fazer uma sementeira ou plantação. Também se pode acrescentar nas floreiras e vasos, enriquecendo a mistura das suas plantas.
Outro produto orgânico que adiciono às minhas plantas é a borra de café. Rica em azoto (nitrogéneo), promove o crescimento das folhas, sendo de aplicar em particular na Primavera e no Verão. Tem ainda a particularidade de funcionar como repelente de alguns animais que podem comer as plantas, como é o caso dos caracóis e das lesmas. Tende, todavia, a contribuir para um aumento da acidez do solo, pelo que pode ser útil combinar com a farinha de ovo. Pode colocar-se, em círculo, à volta da planta ou ser usada para preparar uma calda de rega.
Das vários utilizações que demos às capsulas da Nespresso, há uma que me é particularmente querida. Um simples espanta pardais, construído com galhos secos, cordel e cápsulas coloridas, que ainda hoje está na horta. Apesar dos pássaros já estarem habituados aos seus ruídos e movimento, gosto de o ver na sua singela função de objecto decorativo!
Aqui em casa, os ovos têm um aproveitamento 100%! Compramos ovos de galinhas do campo (caipiras) e guardamos as cascas para deitar na horta e no jardim. As cascas de ovo são ricas em cálcio, o que reduz o grau de acidez da terra e, assim, favorece o crescimento dos produtos hortícolas que, na sua maioria, tendem a desenvolver-se melhor em terrenos ligeiramente alcalinos.
Sempre que uso ovos, lavo bem as cascas em água corrente e ponho a secar. Guardo e quando tenho uma quantidade significativa, trituro no 123 ou no liquidificador, reduzindo a uma farinha. Esta farinha rica em cálcio também pode ser utilizada na alimentação humana, tendo nesse caso o cuidado de higienizar correctamente as cascas antes de secar. Inúmeros sites explicam a melhor forma de o fazer.
A farinha de ovo pode ser espalhada na terra da horta, preferivelmente antes de fazer uma sementeira ou plantação. Também se pode acrescentar nas floreiras e vasos, enriquecendo a mistura das suas plantas.
Outro produto orgânico que adiciono às minhas plantas é a borra de café. Rica em azoto (nitrogéneo), promove o crescimento das folhas, sendo de aplicar em particular na Primavera e no Verão. Tem ainda a particularidade de funcionar como repelente de alguns animais que podem comer as plantas, como é o caso dos caracóis e das lesmas. Tende, todavia, a contribuir para um aumento da acidez do solo, pelo que pode ser útil combinar com a farinha de ovo. Pode colocar-se, em círculo, à volta da planta ou ser usada para preparar uma calda de rega.
Ao tomarmos café, guardamos as capsulas que depois esvaziamos, reservando as borras que deitamos na horta e, por outro lado, a cápsula propriamente dita que utilizamos em pequenos projectos de crafts.
Das vários utilizações que demos às capsulas da Nespresso, há uma que me é particularmente querida. Um simples espanta pardais, construído com galhos secos, cordel e cápsulas coloridas, que ainda hoje está na horta. Apesar dos pássaros já estarem habituados aos seus ruídos e movimento, gosto de o ver na sua singela função de objecto decorativo!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Chita Brasileira - Bolsas Fofas
No início do ano, antes de ir a Portugal, comprei Chita Barsileira em várias cores e padrões e fiz aventais para oferecer. Ficaram bem bonitos e fizeram sucesso junto das primas, tias e algumas amigas. Não consegui entregar todos, mas estão bem guardados até Julho quando, finalmente, me volte a encontrar com as felizes contempladas.
Para além dos aventais também fiz umas bolsas, que tanto podem ser para o telemóvel (celular), como para aquelas bugigangas que toda a mulher acumula na mala.
Também debruadas com fitas de viés contrastante, foram forradas por dentro com um tecido de algodão coordenado com as cores da chita utilizada e tendo no meio uma camada de dracalon (manta) para ficarem bem fofas.
Depois, foi só embrulhar as prendinhas e colocar uma etiqueta com o nome.
Para os embrulhos ficarem mais bonitos, fiz pequenas etiquetas em cartolina forrada com a mesma chita da peça embrulhada (usei papel térmico para unir o tecido e o papel), que pendurei com bonitos cordões de seda.
As etiquetas fizeram quase tanto sucesso como os aventais e as bolsas!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Aventais de Chita Brasileira
Esta semana, ao aproximar-se a viagem para Portugal, troquei o fogão pela máquina de costura e estive a fazer pequenos presentes para levar.
Fazia gosto em oferecer algo relacionado com o Brasil, por isso lembrei-me de fazer algo com Chita Brasileira, e o que poderia ser melhor que os aventais para as tias, primas e amigas que gostam de cozinha?
Com três padrões diferentes de Chita, fiz aventais de peitilho, debruados a fita de viés em tons contrastantes. Ficaram bem alegres e com um ar brasileiríssimo.
Os azuis são talvez os meus favoritos, com as suas grandes flores em tons quentes. Ficaram bem bonitos com um debrum amarelo e já tenho um reservado para oferecer à minha mãe!
Os amarelos com flores rosa e fitas azul turquesa também ficaram animados e um deles vai ser para a minha amiga Paula!
Os encarnados com flores em amarelo e azulão (a combinar com o debrum) também já têm destino.
Foram todos feitos com muito carinho e espero que as contempladas gostem do que escolhi para cada uma!
Fazia gosto em oferecer algo relacionado com o Brasil, por isso lembrei-me de fazer algo com Chita Brasileira, e o que poderia ser melhor que os aventais para as tias, primas e amigas que gostam de cozinha?
Com três padrões diferentes de Chita, fiz aventais de peitilho, debruados a fita de viés em tons contrastantes. Ficaram bem alegres e com um ar brasileiríssimo.
Os azuis são talvez os meus favoritos, com as suas grandes flores em tons quentes. Ficaram bem bonitos com um debrum amarelo e já tenho um reservado para oferecer à minha mãe!
Os amarelos com flores rosa e fitas azul turquesa também ficaram animados e um deles vai ser para a minha amiga Paula!
Os encarnados com flores em amarelo e azulão (a combinar com o debrum) também já têm destino.
Foram todos feitos com muito carinho e espero que as contempladas gostem do que escolhi para cada uma!
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