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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Biscotti de Cacau e Pistáchios


Não há como não gostar de Biscotti!

Bem durinhos e tão bons para degustar com um café ou chocolate quente. Cheios de sabor e coisas boas... sim, porque frutos secos combinam às mil maravilhas com Biscotti, não acham?

Estes saíram do forno para participar no desafio de Setembro do Vamos Fazer Bolachas! e não desiludiram.

Têm uma combinação de sabor (e de cor!) que adoro. Cacau e pistáchios são um par feito no céu só para nos deliciar. Simples, rápidos e tão bons... têm de experimentar!





Ingredientes:
100 g de açúcar
1 ovo
100 g de farinha
2 colheres de sopa de cacau (bem cheias)
1 colher de chá de fermento
100 g de pistáchios grosseiramente picados

Bater o ovo com o açúcar até obter uma mistura cremosa. Misturar os ingredientes secos e amassar até obter uma mistura homogénea e que não agarre nas mãos. Neste ponto, pode ser necessário acrescentar um pouco de farinha a mais ou, se estiver muito seco um pouco de leite. Juntar sempre uma quantidade muito pequena do novo ingrediente até acertar o ponto. Fazer um rolo com a massa e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar a cozer em forno aquecido a 180ºC. Deixar cozer até ficar relativamente firme, mas não demasiado cozido. Retirar do forno e deixar arrefecer durante cerca de 10 minutos. Cortar transversalmente em palitos com uma faca serrilhada. Colocar os palitos no tabuleiro forrado e levar novamente ao forno para secar e dourar um pouco.
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sábado, 17 de dezembro de 2011

Os Biscoitos da Avó Dade

Já aqui falei várias vezes da minha avó Felicidade e dos seus dotes, culinários e não só. Nascida no Séc. XIX, viu, no decurso de uma vida, o mundo transformar-se de forma radical, mostrando, naquilo que me lembro, a capacidade de integrar o novo no que era tradicional.

Acreditava firmemente que devemos saber um pouco de tudo e praticava estas ideias de forma disciplinada. Contavam-me as minhas tias que, em criança, tinham aprendido a plantar o linho, extrair as fibras, fiar e tecer. Sabiam fiar e tecer lã, tricotar, bordar e cozer, fazer rendas, cozinhar...




Na verdade estes ensinamentos estenderam-se a algumas das netas e eu recordo-me dos estágios que tinha em sua casa, onde aprendi a descascar batatas, tirando uma pele tão fina como um papel vegetal (não me perguntem ao fim de quantos quilos!), a cerzir meias com a ajuda de um ovo de madeira (agora é com alívio que dou um nó nas meias rotas e as deito no lixo. Desculpa avózinha!), a bater claras em castelo com umas varas, ou a fazer renda a bilros e máscaras hidratantes para o meu cabelo rebelde!

Mas, por estas e outras, ou apesar disto, herdei da minha avó não só o génio e a palavra umas vezes terna outras vezes contundente, mas também o gosto (embora não todo o talento!) para estas artes.




Mas muitas vezes, o facto de se fazer com o gosto e amor com que ela o fazia é a melhor receita. E os seus biscoitos, que deixava na lata para nós, ainda miúdos, podermos ir tirar às escondidas, faziam parte dos seus gestos de amor. Quando provei estes biscoitos, longe de casa, do meu país e da maior parte da minha família, o seu sabor levou-me de volta a esses dias de infância em que, com os primos, fazíamos dos nossos ataques à despensa uma verdadeira aventura. Relembro agora o seu sorriso matreiro, quando nos via sair cheios de migalhas a disfarçar...

Agora, muitos anos depois, faço-os com o meu filho e é como se a avó Dade estivesse aqui! Sei que ela ficaria orgulhosa e estas memórias e essa certeza são o mais doce dos ingredientes:

Ingredientes:
500g de farinha com fermento
3 ovos
200 g de açúcar
125 g de manteiga

Misturar a farinha com o fermento e o açúcar. Juntar a manteiga à temperatura ambiente e misturar, esfarelando com os dedos. Acrescentar os ovos e misturar bem. Amassar para ligar os ingredientes. Formar uma bola e deixar descansar no frigorífico durante uma a duas horas, numa taça tapada com papel aderente. Tender rolinhos de massa e formar os biscoitos. Levar a cozer em forno quente, no tabuleiro central.




São óptimos para comer com leite ou chá, saboreando as memórias da nossa infância.

Espero que gostem!
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